China adverte que intervenção estrangeira pode levar

China adverte que intervenção estrangeira pode levar “lei da selva” à Venezuela

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, advertiu que uma intervenção estrangeira na Venezuela traria “a lei da selva” ao país sul-americano e que só iria agravar a situação.

Wang falava numa conferência de imprensa, por ocasião da sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o órgão máximo legislativo da China.

“Repetimos uma posição muito clara em relação à Venezuela: a soberania e a independência dos países devem ser respeitadas”, afirmou o também Conselheiro de Estado.

Wang Yi condenou ainda as sanções internacionais contra o país, afirmando que “só agravam a situação”.

Questionado sobre as críticas dos EUA à presença chinesa na América Latina, Wang insistiu que e engajamento de Pequim “deve ser respeitado” e que “é uma escolha certa, que não deve ser alvo de interferências”.

Em 24 de janeiro passado, a China expressou o seu apoio ao Governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, e condenou a “intromissão nos assuntos internos” do país pelos Estados Unidos, depois de Washington ter reconhecido o líder provisório autoproclamado, Juan Guaidó.

No entanto, na semana seguinte, Pequim revelou-se menos enfático no seu apoio a Maduro, afirmando que mantém “contactos estreitos com todas as partes” envolvidas na crise política na Venezuela, “através de vários canais”.

O porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Geng Shuang disse mesmo que a China “está pronta para trabalhar com todas as partes” e que a cooperação entre os dois países “não deve ser afetada pelo desenvolvimento da situação”.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

JPI // FST

By Impala News / Lusa

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