Chega assume “custo” de abandono do plenário que foi feito “de forma pensada”

O Chega defendeu hoje que “a democracia tem de ter espaço para todos os estilos de fazer política”, assumindo que abandonar o plenário em protesto contra o presidente do parlamento foi decidido “de forma pensada” apesar de ter “um custo”.

Chega assume

Chega assume “custo” de abandono do plenário que foi feito “de forma pensada”

O Chega defendeu hoje que “a democracia tem de ter espaço para todos os estilos de fazer política”, assumindo que abandonar o plenário em protesto contra o presidente do parlamento foi decidido “de forma pensada” apesar de ter “um custo”.

Os deputados do Chega abandonaram hoje o hemiciclo durante o debate sobre a revisão da lei de estrangeiros, num momento de tensão com o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva.

Após esta saída, o Chega não voltou ao plenário, tendo o presidente do partido, André Ventura, dado uma conferência de imprensa, com todos os deputados atrás de si, para explicar os motivos desta decisão.

“O Chega decidiu hoje abandonar o plenário da Assembleia da República por uma razão que penso que foi evidente, por Augusto Santos Silva ter deixado por um momento de ser presidente da Assembleia da República e se ter tornado deputado do PS. O que tivemos hoje foi algo que nem com Ferro Rodrigues eu assisti”, criticou, referindo que Santos Silva “em vez de passar a palavra ao partido seguinte, decidiu fazer um comentário sobre o projeto de lei apresentado”.

Questionado pelos jornalistas sobre se sair enquanto o presidente da Assembleia da República estava a usar da palavra era pisar um risco na democracia, André Ventura respondeu que o “Chega tem o seu estilo próprio de fazer política”, como os restantes partidos têm o seu.

“Este é o nosso estilo de fazer política, já o sabemos desde a campanha. A democracia tem de ter espaço para todos os estilos de fazer política”, defendeu, considerando que esse estilo é o que “as pessoas conhecem e é isso que querem aqui”.

Confrontado pelos jornalistas sobre a ausência nas votações do último plenário antes de férias, o presidente do Chega defendeu que “em todas as votações é importante estar”, mas considerou que “há momentos na vida e na história que acima de tudo é importante marcar posição e honrar” quem elegeu o partido.

“E aqueles que nos elegem hoje, ao verem o comportamento de Santos Silva, queriam um ato de censura forte. Não o fizemos de forma leve nem o decidimos, em conjunto com a liderança da bancada e em total solidariedade com o grupo parlamentar, de forma leviana. Decidimos de forma pensada e com custo e sabendo que isto tem custo”, enfatizou.

Na análise de Ventura, “acima da tática, da votação do dia a dia, do problema do dia a dia, há o honrar dos mandatos” que foram dados ao partido.

“Do meio milhão que nos elegeu, se pudessem votar, a grande maioria votaria e concordaria com o que aqui fizemos hoje”, afirmou.

O líder do Chega criticou ainda uma “atitude de recreio infantil” dos partidos depois da saída dos seus deputados por os terem atacado quando não estavam dentro do plenário.

JF // SF

By Impala News / Lusa

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