Chefe do Governo diz que Macau pode impulsionar relações bilaterais da China

O chefe do Governo de Macau afirmou hoje que o território pode, “com o apoio” de Pequim e da “existência de alicerces locais firmes”, ser uma “plataforma de impulso às relações bilaterais nesta nova etapa de abertura” da China.

Chefe do Governo diz que Macau pode impulsionar relações bilaterais da China

Chefe do Governo diz que Macau pode impulsionar relações bilaterais da China

O chefe do Governo de Macau afirmou hoje que o território pode, “com o apoio” de Pequim e da “existência de alicerces locais firmes”, ser uma “plataforma de impulso às relações bilaterais nesta nova etapa de abertura” da China.

“Macau está a par do aumento de fatores incertos”, internos e externos, mas com a “elevação da posição e influência da pátria a nível mundial” com as iniciativas ‘uma Faixa, uma Rota’ e da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, o território encontra-se perante várias “oportunidades de intercâmbio e cooperação internacionais”, disse Fernando Chui Sai On.

O responsável, que vai deixar o cargo em 20 de dezembro próximo, falava na abertura do “Seminário e exposição fotográfica sobre assuntos jurídicos externos por ocasião do 20.º aniversário do retorno de Macau à Pátria”.

Para Chui Sai On, o avanço da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) nos assuntos externos “contribui para acelerar a construção” do território como centro mundial de turismo e de lazer e plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países lusófonos.

“Ao mesmo tempo, injeta um novo dinamismo que beneficia a prosperidade e estabilidade da cidade, a longo prazo”, destacou.

O chefe do executivo lembrou que, sob a liderança do Governo central, a participação da RAEM em instituições internacionais cresceu de mais de 50 para mais de 100, e em termos de convenções internacionais passou de mais de 150 para um número superior a 600.

“A quantidade de países e territórios que concederam a isenção de visto ou visto à chegada aos titulares do passaporte da RAEM foi elevada de três para mais de 140, e a RAEM pode participar, usando a denominação de ‘Macau, China’, em protocolos internacionais em diversos domínios, nomeadamente, economia, comércio, finanças, assistência judiciária e aviação civil”, indicou Chui Sai On.

Os assuntos jurídicos externos do território são importantes para a “concretização com sucesso do princípio ‘um país, dois sistemas”, sublinhou o responsável.

Na mesma cerimónia, a comissária do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês na RAEM, Shen Beili, destacou também a importância de “um país, dois sistemas”, um princípio “inédito em todo o mundo” e “a melhor solução” para Macau depois da transferência da administração de Portugal para a China em 20 de dezembro de 1999.

Para a comissária, aquele princípio representa um sistema de vantagens para a China e permite desenvolver a plataforma para o mundo lusófono, o projeto da Grande Baía e ainda a diversificação económica do território, que mediante “uma autonomia plenamente estabelecida e com grande apoio do Governo central, conheceu um grande desenvolvimento”.

Já para a secretária de Administração e Justiça de Macau, Sonia Chan, que interveio no mesmo seminário, para o futuro há que melhorar ‘um país’ e manter os “dois sistemas”, aproveitando “uma jurisdição única”.

EJ // VM

By Impala News / Lusa

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