Charles Michel pede resolução pacífica de disputas eleitorais no Quénia

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, felicitou hoje o presidente eleito do Quénia, William Ruto, e apelou a que qualquer disputa do resultado eleitoral, já contestado pelo segundo candidato mais votado, seja resolvido pelos mecanismos existentes.

Charles Michel pede resolução pacífica de disputas eleitorais no Quénia

Charles Michel pede resolução pacífica de disputas eleitorais no Quénia

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, felicitou hoje o presidente eleito do Quénia, William Ruto, e apelou a que qualquer disputa do resultado eleitoral, já contestado pelo segundo candidato mais votado, seja resolvido pelos mecanismos existentes.

“Parabéns ao presidente eleito William Ruto do Quénia. O povo votou pacificamente e instamos a que qualquer possível contestação use os mecanismos existentes”, escreveu Charles Michel na sua conta na rede social Twitter.

O dirigente europeu disse estar ansioso por continuar a “excelente cooperação” entre Bruxelas e Nairobi.

O vice-presidente do Quénia, William Ruto, foi declarado vencedor das presidenciais de 09 de agosto na segunda-feira, com 50,49% dos votos, contra 48,85 para o seu principal rival, Raila Odinga, uma diferença de 233 mil votos.

Minutos antes da publicação dos resultados, a vice-presidente da comissão eleitoral independente do Quénia (IEBC) anunciou que quatro dos sete membros daquele órgão rejeitavam os resultados.

“Pela natureza opaca do processo […] não podemos assumir a responsabilidade pelos resultados que vão ser anunciados”, disse a vice-presidente Juliana Cherera, ladeada por outros três comissários, pedindo “calma” aos quenianos.

Já hoje, Odinga qualificou como “uma farsa” o resultado do escrutínio e prometeu recorrer a “todas as opções legais” possíveis para contestá-lo.

“Vamos prosseguir todas as opções legais e constitucionais disponíveis. Faremos isso tendo em vista as muitas falhas nas eleições”, disse Odinga no seu primeiro discurso após o anúncio dos resultados.

Líderes religiosos e políticos têm apelado à calma da população.

Embora o país seja considerado uma ilha de estabilidade numa região instável, os resultados de todas as presidenciais desde 2002 foram contestados, por vezes com violência.

Em 2007-2008, a contestação dos resultados por Raila Odinga levou a confrontos intercomunitários que fizeram mais de 1.100 mortos e centenas de milhares de deslocados, os piores confrontos pós-eleitorais desde a independência do Quénia em 1963.

FPA // LFS

By Impala News / Lusa

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