Centros de vigilância marítima do Lobito e Namibe vão custar 24 milhões de euros

Os centros de vigilância marítima do Lobito e Namibe, em Angola, vão custar mais de 28 milhões de dólares (cerca de 24 milhões de euros), segundo um decreto presidencial a que a Lusa teve acesso.

Centros de vigilância marítima do Lobito e Namibe vão custar 24 milhões de euros

Centros de vigilância marítima do Lobito e Namibe vão custar 24 milhões de euros

Os centros de vigilância marítima do Lobito e Namibe, em Angola, vão custar mais de 28 milhões de dólares (cerca de 24 milhões de euros), segundo um decreto presidencial a que a Lusa teve acesso.

Os dois centros regionais de vigilância que visam reforçar “a capacidade operativa da Marinha de Guerra” angolana vão ser construídos através do recurso a um procedimento de contratação simplificada (ajuste direto) com a empresa Quenda.

O contrato de empreitada para a constrição e apetrechamento do centro do Lobito, entre a Simportex, empresa pública angolana responsável pelas compras do Ministério da Defesa, e a Quenda, tem o valor global de 14,1 milhões de dólares (11,9 milhões de euros) e o do Namibe está avaliado em 14,2 milhões de dólares (12 milhões de euros).

Quanto à Quenda, trata-se de uma empresa polaca ligada à obra do novo Aeroporto Internacional de Luanda.

Em agosto de 2017, o Governo presidido na altura por José Eduardo dos Santos anunciou que iria gastar mais quase 100 milhões de euros no novo aeroporto, ainda por concluir, através de uma linha de financiamento polaca.

Na altura, José Eduardo dos Santos autorizou a contratação de várias empreitadas, entre as quais a celebração de contratos com as empresas Quenda Business Initiative e Cipro através do seu ministro dos Transportes, Augusto Tomás (atualmente a cumprir pena de prisão por crimes de peculato, branqueamento de capital e associação criminosa para desvio de fundos do Estado).

A Quenda Business Initiative, com moradas em Varsóvia, na Polónia, e Luanda (Talatona), é liderada por Margarida Wasilewska que, segundo o site da empresa, foi cônsul da Polónia em Luanda entre 2009 e 2013, e chefiou a Embaixada da Polónia em Luanda na qualidade da encarregada de negócios até 2015, tendo abandonado depois a carreira diplomática para se dedicar ao mundo dos negócios.

A Quenda apresenta-se como uma empresa com “forte potencial de crescimento, focada na gestão de projetos e na prestação de serviços de assessoria e consultoria” cuja principal região de atividade são países da África subsaariana, particularmente Angola e a República Democrática do Congo.

 

RCR // VM

By Impala News / Lusa

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