Centrais sindicais da Guiné-Bissau vão continuar greves na função pública

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau vão continuar com a greve geral na função pública, exigindo o cumprimento do acordo de entendimento assinado com o Governo.

Centrais sindicais da Guiné-Bissau vão continuar greves na função pública

Centrais sindicais da Guiné-Bissau vão continuar greves na função pública

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau vão continuar com a greve geral na função pública, exigindo o cumprimento do acordo de entendimento assinado com o Governo.

“A comissão executiva entendeu que devemos continuar com a greve geral na Função Pública”, afirmou hoje o porta-voz da comissão negocial das duas centrais sindicais, João Domingos da Silva.

Questionado pela Lusa sobre a data da próxima greve, João Domingos da Silva disse que as centrais sindicais vão permanecer as greves na função pública todas as semanas entre terça e quinta-feira.

O representante falava aos jornalistas depois de uma reunião da comissão executiva realizada na sede da UNTG, em Bissau, para analisar de forma “exaustiva” o memorando de entendimento assinado com o Governo, com quem estiveram reunidos na terça-feira.

Segundo o porta-voz, as duas centrais sindicais decidiram continuar com a greve porque o “Governo na realidade não conseguiu cumprir com nenhum dos pontos do memorando de entendimento até à data presente”.

“O memorando visava o cumprimento de algumas dívidas, leis, diplomas legais” e, segundo João Domingos da Silva, “até ao momento” nada foi cumprido.

No que diz respeito ao cumprimento de diplomas legais, houve “violações flagrantes de forma propositada do Governo”, afirmou João Domingos da Silva, salientando que nos últimos tempos entraram em várias instituições do Estado funcionários sem concurso público, incluindo nas forças de segurança.

O porta-voz afirmou também que o Governo continua a não apoiar as empresas do Estado, nomeadamente correios, telecomunicações e outras, que “hoje já não existem”, dando como exemplo os funcionários dos correios, que têm dezenas de meses de salários em atraso.

MSE // JH

By Impala News / Lusa

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