Centenas de localidades na Ucrânia sem energia após novos ataques russos

Centenas de localidades em sete regiões da Ucrânia ficaram hoje sem eletricidade após a Rússia ter bombardeado infraestruturas de energia, afirmou o primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmygal.

Centenas de localidades na Ucrânia sem energia após novos ataques russos

Centenas de localidades na Ucrânia sem energia após novos ataques russos

Centenas de localidades em sete regiões da Ucrânia ficaram hoje sem eletricidade após a Rússia ter bombardeado infraestruturas de energia, afirmou o primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmygal.

“Os terroristas russos voltaram a atacar maciçamente a Ucrânia. Os seus alvos não são instalações militares, mas infraestruturas civis essenciais”, disse Chmygal na rede social Telegram, citado pela agência francesa AFP.

O chefe do Governo de Kiev disse que mísseis e drones (aeronaves não tripuladas) danificaram 18 instalações, “na sua maioria relacionadas com a energia”.

A Rússia confirmou os ataques de hoje contra instalações energéticas na Ucrânia, em que utilizou “armas de alta precisão, segundo o Ministério da Defesa russo.

As forças armadas russas “continuam os seus ataques com armas de alta precisão e de longo alcance (…) contra o comando militar e os sistemas energéticos da Ucrânia”, disse o ministério num comunicado.

“Todos os alvos designados foram atingidos”, acrescentou, sem precisar.

Os ataques russos também provocaram o corte no fornecimento de água a 80 por cento dos consumidores em Kiev, o que corresponde a 350.000 casas, disse o presidente da câmara da capital, Vitali Klitschko na rede social Telegram.

O chefe da diplomacia da Ucrânia, Dmytro Kuleba, comentou que “em vez de lutar em terreno militar, a Rússia está a combater civis”, noticiou a AFP.

Segundo a força aérea ucraniana, “mais de 50 mísseis de cruzeiro foram lançados” na Ucrânia por aviões do norte do Mar Cáspio e da região russa de Rostov.

As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato de forma independente.

Os bombardeamentos de hoje seguem-se a um ataque contra a frota russa do Mar Negro em Sebastopol, na madrugada de sábado, que a Rússia atribuiu às forças ucranianas.

Na sequência desse ataque, Moscovo suspendeu o acordo sobre as exportações de cereais dos portos ucranianos, que tinha assinado, em julho, com as Nações Unidas e a Turquia.

A Rússia já tinha bombardeado em grande escala a infraestrutura de energia da Ucrânia depois de um ataque contra a Ponte da Crimeia, em 08 de outubro, que Moscovo atribuiu aos serviços secretos ucranianos.

A Ucrânia não assumiu a responsabilidade pelos ataques na Crimeia e em Sebastopol, que foram anexadas por Moscovo em 2014.

Os novos ataques acontecem numa altura em que a Ucrânia tem em curso uma contraofensiva no sul e no leste do país, depois de ter recebido armamento dos seus aliados ocidentais para combater a invasão russa, lançada em 24 de fevereiro deste ano.

O bombardeamento deliberado das infraestruturas de energia na Ucrânia faz recear um agravamento das condições de vida no país em guerra com a aproximação do inverno.

O instituto norte-americano para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), na sua avaliação mais recente sobre o conflito, considerou que a Rússia também está a apostar no colapso do apoio ocidental à Ucrânia durante o inverno, quando as populações europeias se insurgirem contra a falta de energia.

PNG // APN

By Impala News / Lusa

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