CDS só viabiliza compromissos eleitorais mas será “responsável”

O líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, reiterou no domingo que o partido só viabiliza compromissos eleitorais, mas sublinhou que não deixará a região numa situação de “ingovernabilidade” na próxima legislatura.

CDS só viabiliza compromissos eleitorais mas será

CDS só viabiliza compromissos eleitorais mas será “responsável”

O líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, reiterou no domingo que o partido só viabiliza compromissos eleitorais, mas sublinhou que não deixará a região numa situação de “ingovernabilidade” na próxima legislatura.

“O CDS sempre disse que viabiliza os seus compromissos eleitorais e os compromissos com os açorianos. É isso que vamos viabilizar. O CDS é um partido responsável e não deixará os Açores numa situação de ingovernabilidade”, afirmou.

O PS perdeu no domingo a maioria absoluta nas eleições regionais dos Açores, só tendo conseguido eleger 25 deputados do total de 57 parlamentares da Assembleia Legislativa Regional.

Questionado sobre possíveis coligações com PS ou PSD para formação de governo, Artur Lima disse que iria “conversar, naturalmente”, mas não revelou qual a solução que preferia.

“O CDS é um partido responsável. Com certeza que vamos ponderar as opções, com responsabilidade, pondo em primeiro lugar o interesse dos açorianos. É isso que vamos fazer, serenamente, sem precipitações, porque o nosso interesse era fazer vingar a democracia”, frisou.

Cumprimentando o presidente do PS/Açores, Vasco Cordeiro, pela vitória nas eleições legislativas, o dirigente centrista destacou a perda da maioria absoluta do partido.

“Queria salientar o espírito democrático de todos os açorianos, ao evitarem a maioria absoluta de um só partido. Foi um sinal de democraticidade, de maturidade democrática, que é positivo em todas as democracias e os Açores tardavam em dar este sinal”, apontou.

O CDS reelegeu um deputado pela ilha Terceira e um por São Jorge, mas elegeu menos um deputado pela compensação, baixando o número de deputados eleitos de quatro para três. A coligação CDS/PPM elegeu ainda um deputado do PPM pela ilha do Corvo.

Artur Lima falou numa “batalha difícil” e num “primeiro embate à direita”, referindo-se ao Chega e ao Iniciativa Liberal, que concorreram pela primeira vez às legislativas regionais, mas destacou que o partido se manteve como terceira força política mais votada.

“Ainda não foi desta vez que o CDS desapareceu. Está vivo, é a terceira força e recomenda-se”, sublinhou.

O líder regional centrista dirigiu também uma palavra ao líder nacional do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, que acompanhou grande parte da campanha eleitoral nos Açores.

“É com particular orgulho que estou aqui e que temos este extraordinário resultado que vai servir para galvanizar o nosso partido a nível nacional”, realçou.

Artur Lima criticou ainda a Universidade Católica por ter feito uma sondagem para a RTP a três dias das eleições legislativas regionais.

“Não sei se influenciou para baixo ou para cima, mas que influenciou, influenciou”, criticou.

“Libertar um resultado na quinta-feira à noite, apenas feito em duas ilhas, é uma vergonha o que se passou. Deviam ser proibidos. Alguém devia responsabilizar essa gentalha das sondagens”, acrescentou.

De acordo com os resultados provisórios divulgados pela Direção Regional de Organização e Administração Pública (DROAP), o PS ganhou as legislativas regionais, ao alcançar 39,13% (40.701 votos).

O PSD, com 33,74% (35.091 votos), garantiu 21 mandatos, seguido pelo CDS-PP com 5,51% (5.734 votos), que elegeu três deputados, além de um parlamentar em coligação com o PPM.

O Chega, que concorreu pela primeira vez às regionais dos Açores, teve 5,06% (5.260 votos), elegeu dois deputados, tal como o BE, que alcançou 3,81% (3.962 votos).

O PPM obteve 2,34% (2.431 votos) e elegeu um deputado, além de um outro eleito em coligação com o CDS-PP.

A Iniciativa Liberal, que também concorreu pela primeira vez à Assembleia Legislativa dos Açores, conseguiu 1,93% (2.012 votos) e elegeu um deputado, assim como o PAN, que teve percentagem idêntica e apenas menos oito votos.

A coligação PCP/PEV, que tinha eleito um deputado há quatro anos, não conquistou nenhum mandato, tendo obtido 1,68% (1.745 votos).

CYB  (VAM) // ROC

By Impala News / Lusa

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