CDS-PP em Lisboa contra “qualquer homenagem, monumento ou evocação” de Vasco Gonçalves

O CDS-PP de Lisboa anunciou hoje que votará contra qualquer “homenagem, monumento ou evocação” ao general Vasco Gonçalves, por simbolizar “o pior” na tentativa de “implantação de um regime totalitário” pela extrema-esquerda após o 25 de Abril.

CDS-PP em Lisboa contra

CDS-PP em Lisboa contra “qualquer homenagem, monumento ou evocação” de Vasco Gonçalves

O CDS-PP de Lisboa anunciou hoje que votará contra qualquer “homenagem, monumento ou evocação” ao general Vasco Gonçalves, por simbolizar “o pior” na tentativa de “implantação de um regime totalitário” pela extrema-esquerda após o 25 de Abril.

Numa nota assinada pela líder na Assembleia Municipal de Lisboa e porta-voz da direção do CDS-PP, Isabel Galriça Neto, o partido justificou que “o CDS esteve sempre na linha da frente do combate político a tudo aquilo que Vasco Gonçalves significou”.

“Vasco Gonçalves simboliza o pior do PREC [Período Revolucionário Em Curso], na deriva tentada pela extrema-esquerda para implantação de um regime totalitário em Portugal, apenas não concretizado graças à vitória das forças democráticas em 25 de Novembro de 1975”, é sublinhado na nota.

O CDS realçou ainda que o contrato de coligação com o PSD para a autarquia de Lisboa não prevê “qualquer homenagem, monumento ou evocação da figura de Vasco Gonçalves” e afirmou que “a coligação no governo do município está coesa e o partido está empenhado na continuação do excelente trabalho liderado” pelo presidente da Câmara, Carlos Moedas (PSD).

No entanto, “o CDS votará contra todas as propostas, de qualquer origem partidária ou oriundas da sociedade civil, neste sentido”, reiterou.

O presidente da Câmara de Lisboa aceitou na quarta-feira o desafio da Associação Conquistas da Revolução de trabalhar em conjunto na proposta de criação de um monumento de homenagem ao general Vasco Gonçalves (1921-2005).

O social-democrata referiu que houve já algumas homenagens feitas pela Câmara de Lisboa ao general Vasco Gonçalves, inclusive a atribuição do seu nome a uma rua junto à Quinta das Conchas, considerando que “é importante para a democracia” continuar a homenageá-lo na cidade.

“É óbvio que, para nós, será sempre uma honra e um gosto continuar a homenagear o senhor general Vasco Gonçalves”, reforçou o presidente da Câmara de Lisboa, manifestando a disponibilidade do município de trabalhar com a Associação Conquistas da Revolução: “Vou dar ordem para que isso aconteça e para que se possa começar a trabalhar nesse sentido”.

Vasco Gonçalves foi chefe dos Governos Provisórios entre 18 de julho de 1974 e 10 de setembro de 1975, e o seu nome era aclamado nas manifestações e comícios durante o PREC em ‘slogans’ como “Força, força, companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço”, de uma canção interpretada por Maria do Amparo e Carlos Alberto Moniz.

O período em que chefiou o Governo ficou conhecido por “gonçalvismo” e ficou marcado principalmente pelo combate aos monopólios e aos latifúndios.

A nacionalização da banca e dos seguros, a par da aceleração da Reforma Agrária, foram decisões emblemáticas do “gonçalvismo”, ainda hoje sinónimo de extremismo de esquerda para as forças de direita.

RCS (SSM) // MCL

By Impala News / Lusa

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