CDS diz que coligação de direita tem condições para governar com estabilidade nos Açores

O líder do CDS-PP/Açores defendeu que o líder do PSD deve ser indigitado presidente do Governo Regional, alegando que a coligação de direita tem condições para governar com estabilidade.

CDS diz que coligação de direita tem condições para governar com estabilidade nos Açores

CDS diz que coligação de direita tem condições para governar com estabilidade nos Açores

O líder do CDS-PP/Açores defendeu que o líder do PSD deve ser indigitado presidente do Governo Regional, alegando que a coligação de direita tem condições para governar com estabilidade.

Angra do Heroísmo, Açores, 06 nov 2020 (Lusa) — O líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, defendeu hoje que o líder do PSD deve ser indigitado presidente do Governo Regional, alegando que a coligação de direita tem condições para governar com estabilidade.

“Julgo que estão criadas as condições para que haja uma legislatura com estabilidade, que os açorianos precisam”, afirmou, em declarações aos jornalistas, à saída de uma audiência com o representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino, em Angra do Heroísmo.

Além do dirigente centrista, Pedro Catarino ouviu hoje representantes do PAN, do Iniciativa Liberal, do PPM, do BE e do Chega.

No sábado, receberá os representantes dos dois partidos mais votados, PSD e PS.

Artur Lima disse ter transmitido ao representante da República “a vontade do povo dos Açores”, que “decidiu nas urnas que queria mudar de rumo, queria mudar de caminho e queria uma alternativa de governo”.

“O CDS veio aqui dizer ao senhor representante da República que integra uma coligação juntamente com o PPM e liderada pelo PSD, com vontade de formar governo nos Açores, respondendo aos anseios do povo açoriano e que não aceitará qualquer outra solução de governo, senão esta”, frisou.

Para o dirigente centrista, o líder do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, “deverá ser indigitado presidente do Governo”.

“A nossa condição essencial, dos três, foi formar um bom governo para os Açores, um governo estável e de alternativa ao Partido Socialista. É isso que nos move, a humildade e o espírito de serviço aos açorianos, nada mais”, sublinhou.

Questionado sobre a posição do líder nacional do CDS-PP quanto ao apoio do Chega à coligação que o partido integra, Artur Lima salientou que o partido tem autonomia na região.

“O líder nacional do CDS, de quem sou, com muito gosto, vice-presidente, apoiou aquelas que são as decisões autonómicas dos órgãos regionais do CDS. É uma decisão tomada em autonomia, pelos órgãos regionais do CDS e com todo o apoio do dr. Francisco Rodrigues dos Santos”, apontou.

O Partido Socialista venceu as eleições legislativas regionais dos Açores, no dia 25 de outubro, mas perdeu a maioria absoluta, que detinha há 20 anos, elegendo apenas 25 deputados.

O PSD foi a segunda força política mais votada, com 21 deputados, seguindo-se o CDS-PP com três. Chega, BE e PPM elegeram dois deputados e Iniciativa Liberal e PAN um cada.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos têm 26 deputados, já anunciaram um acordo de governação, mas necessitam de 29 deputados para alcançar uma maioria absoluta.

O PAN reiterou que não viabilizará uma solução governativa na região, que envolva o Chega, mas o Iniciativa Liberal admitiu vir a fazer um acordo de incidência parlamentar com a coligação de direita, caso sejam aceites as reivindicações do partido.

O Chega fez saber pelo seu líder nacional, hoje de manhã, que o partido iria “viabilizar o governo de direita nos Açores”, após ter chegado a um acordo com o PSD em “vários assuntos fundamentais” para a Região Autónoma e para o país, informação que foi corroborada pelo líder regional do partido, após a audiência.

Já o Bloco de Esquerda disse estar disponível para viabilizar um programa de governo do PS, mas não para aprovar acordos de governação ou incidência parlamentar com o partido, rejeitando ainda apoiar uma coligação de direita, que conte com o apoio do Chega.

De acordo com o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, cabe ao representante da República nomear o presidente do Governo Regional “tendo em conta os resultados das eleições”, mas só depois de ouvir os partidos políticos representados no parlamento.

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores integra 57 deputados e terá pela primeira vez oito forças políticas representadas.

A instalação da Assembleia Legislativa está marcada para o dia 16 de novembro. Habitualmente, o Governo Regional toma posse, perante o Parlamento, no dia seguinte.

CYB // MLS

By Impala News / Lusa

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