Católica melhora estimativa de crescimento da economia para 4,3% em 2021

Os economistas da Católica melhoraram em 0,6 pontos percentuais a projeção de crescimento da economia portuguesa em 2021 para 4,3%, no cenário central, estimando para 2022 uma expansão da mesma ordem, foi hoje divulgado.

Católica melhora estimativa de crescimento da economia para 4,3% em 2021

Católica melhora estimativa de crescimento da economia para 4,3% em 2021

Os economistas da Católica melhoraram em 0,6 pontos percentuais a projeção de crescimento da economia portuguesa em 2021 para 4,3%, no cenário central, estimando para 2022 uma expansão da mesma ordem, foi hoje divulgado.

De acordo a folha trimestral do Católica Lisbon Forecasting Lab (NECEP), publicada hoje, no conjunto do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá ter crescido entre 3,6% e 4,7% em termos homólogos, com um ponto central nos 4,3%, abaixo dos 4,8% previstos pelo Governo.

Segundo os economistas da instituição, a economia portuguesa cresceu no quarto trimestre 0,5% em cadeia e 4,4% em termos homólogos.

No entanto, alertam que as previsões estão associadas a “algumas dificuldades adicionais”, devido a fatores como “a evolução errática dos indicadores de alta frequência em dezembro, o elevado contributo dos deflatores externos para o crescimento do terceiro trimestre do mesmo ano e a imposição de novas restrições às economias europeias e portuguesa, em particular, desde dezembro”, devido ao aumento do número de casos de covid-19.

Assinalam que deste modo diferentes cálculos colocam a economia portuguesa num nível entre 94,8% e 98,7% do quarto trimestre de 2019, com um ponto central de 97,2%.

Para 2022, a previsão de crescimento, no cenário central, é de 4,3%, “beneficiando de um efeito base (‘carry-over’) favorável devido ao confinamento geral do primeiro trimestre de 2021”, pressupondo um “ressalto” na próxima primavera.

Ainda assim, advertem que “esta previsão tem uma incerteza considerável já que depende da (sempre adiada) normalização da vida social e económica a partir da primavera e da manutenção de apoios à economia nos setores mais vulneráveis”, bem como do resultado das eleições legislativas.

“As políticas orçamental e sanitária do Governo que sairá das eleições de 30 janeiro são um elemento adicional de incerteza no curto prazo. É que o Orçamento do Estado poderá continuar a funcionar por duodécimos e com supervisão limitada durante uma grande parte do ano”, justifica.

Num cenário pessimista, o NECEP vê a economia a crescer 3,3% este ano, enquanto num cenário otimista o PIB avança 5,3%. Em qualquer um dos cenários, as estimativas ficam abaixo das projeções de 5,5% que estavam inscritas pelo Governo no Orçamento do Estado para 2022.

Recordando que a atividade económica arrancou condicionada pelo aumento dos casos de covid, os economistas admitem como “praticamente inevitável” uma contração da economia no primeiro trimestre deste ano, ainda que “porventura de forma menos acentuada face à queda de 3,3% ocorrida há um ano”.

“É razoável admitir que Portugal poderá aproximar-se de um nível equivalente a 105% do PIB de 2019 num horizonte de três anos, ou mesmo dos 110% num cenário otimista”, refere a análise trimestral de conjuntura do quarto trimestre de 2021.

Entre os principais componentes do PIB, o NECEP antecipa um crescimento mais forte do consumo privado este ano e no próximo, ambos em torno de 5% e acima do PIB (4,3%), “fruto da recuperação do rendimento disponível, da evolução favorável do desemprego e da reserva de poupança acumulada durante os confinamentos”, enquanto o investimento deverá crescer 1,6%.

Destacando que a previsão de crescimento para 2023 e 2024 “é igualmente incerta devido a todos os riscos intercalares”, assinala que no ponto central, projeta um crescimento de 3,1% em 2023, acima dos anteriores 2%.

“Esse passou a ser o ponto central para 2024, tendo em conta que deverá haver uma eliminação completa das políticas orçamentais heterodoxas até ao início desse ano”, antecipa, sublinhando que “os riscos para a economia portuguesa estão ainda relacionados com a evolução dos preços da energia e da inflação, que começaram a atingir valores muito elevados ao longo do segundo semestre de 2021”.

AAT // JNM

By Impala News / Lusa

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