Capital do Banco Africano de Desenvolvimento sobe para 208 mil milhões de dólares até 2030

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, anunciou hoje, em Abidjan, que foi aprovado um aumento de 125% do capital do banco, elevando o valor para 208 mil milhões de dólares (186,6 mil milhões de euros).

Capital do Banco Africano de Desenvolvimento sobe para 208 mil milhões de dólares até 2030

Capital do Banco Africano de Desenvolvimento sobe para 208 mil milhões de dólares até 2030

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, anunciou hoje, em Abidjan, que foi aprovado um aumento de 125% do capital do banco, elevando o valor para 208 mil milhões de dólares (186,6 mil milhões de euros).

“Hoje é um dia histórico para o BAD e para África”, disse Akinwumi Adesina, na conferência de imprensa que encerra a quinta reunião extraordinária dos acionistas desde que o processo de aumento de capital começou em Busan, Coreia do Sul, há dois anos.

O banqueiro anunciou que “os acionistas aprovaram o maior aumento de capital desde o estabelecimento do banco, em 1964, com um aumento de 125% do capital social, o que significa que o capital geral vai mais do que duplicar, passando de 93 mil milhões de dólares para 208 mil milhões de dólares”.

Adesina disse que este aumento de capital, a concretizar em dez anos, “vai permitir ao BAD manter o ‘rating’ de triplo A, vai permitir que continue a ser o banco de escolha para o povo de África, porque terá mais recursos que nunca, e permite atingir ainda mais resultados do que antes”.

Este fortalecimento financeiro “não é só uma questão para os banqueiros, mas sim para as pessoas, para os africanos”, vincou o presidente do BAD, elencando que, com mais recursos ao seu dispor, será possível potenciar o desenvolvimento económico africano.

“Vai ser possível que 105 milhões de pessoas fiquem ligadas à eletricidade, que seja providenciado novas tecnologias agrícolas a 244 milhões de pessoas, permite que 15 milhões de africanos beneficiem de financiamento relacionado com o clima, que 252 milhões vejam o acesso a transportes melhorados, e que 128 milhões de africanos tenham acesso a água e saneamento básico”, vincou Akinwumi Adesina.

Com este aumento, concluiu, “os acionistas mostraram que têm uma tremenda fé e confiança em África e no futuro de África”.

O aumento de capital, cujas contribuições serão recebidas nos próximos dez anos, é feito em volume de Unidades de Conta (UA), que funcionam na mesma lógica dos Direitos Especiais de Saque usados pelo Fundo Monetário Internacional, e cujo valor final varia não só consoante a cotação das outras moedas, como também qual o período em que o câmbio é feito.

*** A Lusa viajou a convite do Banco Africano de Desenvolvimento ***

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By Impala News / Lusa

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