Cantinas escolares em Cabo Verde vão funcionar durante as férias

As cantinas escolares em Cabo Verde vão funcionar durante as férias, que começam na próxima semana, abrangendo cerca de 20% da população, anunciou hoje o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva.

Cantinas escolares em Cabo Verde vão funcionar durante as férias

Cantinas escolares em Cabo Verde vão funcionar durante as férias

As cantinas escolares em Cabo Verde vão funcionar durante as férias, que começam na próxima semana, abrangendo cerca de 20% da população, anunciou hoje o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo deu essa garantia numa intervenção, na Praia, durante a apresentação do novo programa de reformas económicas e estruturais, financiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 60 milhões de dólares (57,4 milhões de euros), ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado (ECF, sigla em inglês).

Cabo Verde vive uma tripla crise, da seca, da pandemia e da guerra na Ucrânia, e o Governo já tomou várias medidas de estabilização de preços dos combustíveis, dos produtos alimentares e dos transportes, dirigidas às pessoas mais vulneráveis.

Segundo o primeiro-ministro, muitas das medidas são dirigidas às crianças e adolescentes, com reforço da alimentação nas cantinas escolares.

O chefe do Governo informou que as cantinas escolares vão funcionar mesmo durante o período das férias, que começam na próxima semana, cobrindo cerca de 20% da população cabo-verdiana, e a mais vulnerável, que são as crianças e os adolescentes.

Cerca de 130 mil crianças e jovens iniciaram em setembro o ano letivo, no regresso presencial e com carga horária completa, após dois anos letivos de condicionalismos devido à covid-19.

Do total, cerca de 16.500 frequentaram os jardins-de-infância, 83.500 o ensino básico obrigatório (do 1.º ao 8.º ano de escolaridade) e cerca de 30.000 o ensino secundário (do 9.º ao 12.º ano de escolaridade).

Desde 2017 que o país tem enfrentado sucessivos anos de seca, com consequente redução da produção agropecuária e do rendimento das famílias, especialmente no meio rural, contribuindo também para a deterioração da segurança alimentar e nutricional das famílias e para a redução da disponibilidade da água para o abastecimento público e para a agricultura irrigada.

Durante uma reunião restrita do dispositivo regional de prevenção e gestão das crises alimentares no Sahel e na África Ocidental, ministro da Agricultura e Ambiente avançou que dados recentes estimaram que cerca de 107 mil pessoas se encontravam sob pressão em termos alimentares e cerca de 30 mil em situação de insegurança alimentar.

Em fevereiro último, o Governo declarou situação de calamidade no país até 31 de outubro, devido aos maus resultados do ano agrícola, e anunciou medidas preventivas e especiais.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro cabo-verdiano declarou a situação de emergência social e económica no país devido aos impactos da guerra na Ucrânia, anunciando mais medidas de mitigação, com um custo total de mais de 80 milhões de euros.

A declaração da situação de emergência social e económica vai permitir mobilizar recursos junto dos parceiros internacionais e o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, disse hoje que metade de valor já foi mobilizado.

RIPE // VM

By Impala News / Lusa

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