Câmara de Lisboa termina 2020 com passivo de 676 ME, menos 52 ME do que no ano anterior

A Câmara Municipal de Lisboa terminou 2020 com um passivo total de 676 milhões de euros, menos 52 milhões do que em 2019, aumentando assim a sua capacidade de endividamento, anunciou a autarquia.

Câmara de Lisboa termina 2020 com passivo de 676 ME, menos 52 ME do que no ano anterior

Câmara de Lisboa termina 2020 com passivo de 676 ME, menos 52 ME do que no ano anterior

A Câmara Municipal de Lisboa terminou 2020 com um passivo total de 676 milhões de euros, menos 52 milhões do que em 2019, aumentando assim a sua capacidade de endividamento, anunciou a autarquia.

“O município de Lisboa está devidamente preparado para enfrentar os exigentes tempos que se adivinham no pós-pandemia [de covid-19], pois conseguiu reduzir mais uma vez o passivo a 31/12/2020, aumentando assim a capacidade de endividamento, se necessário, para enfrentar os anos difíceis que teremos pela frente”, salienta o gabinete do vice-presidente da Câmara de Lisboa, João Paulo Saraiva, num comunicado enviado à agência Lusa.

A autarquia adianta que atingiu em 2020 “um novo valor mínimo do seu passivo exigível, 328 milhões de euros, diminuindo este valor em 21 milhões de euros” face a 2019.

Já o passivo total do município, presidido por Fernando Medina (PS), diminuiu 52 milhões de euros em 2020 face ao ano anterior, “passando a cifrar-se em 676” milhões de euros.

De acordo com o relatório e contas do município apresentado no ano passado pelo vice-presidente da autarquia e vereador das Finanças, João Paulo Saraiva, o passivo total da Câmara era 867 milhões de euros, em 2019, e o passivo exigível (sem previsões e deferimentos) 381 milhões.

No entanto, explica a autarquia na nota, “as contas municipais de 2020 refletem já a mudança de sistema contabilístico em função das novas regras legais para todas as instituições públicas […] e que implicam reclassificações nalguns itens”, designadamente no passivo total e passivo exigível.

“Para comparação de valores, os números de 2019 aqui apresentados seguem também a mesma classificação contabilística, de forma a permitir avaliar a evolução de um ano para o outro”, acrescenta.

Já a dívida a fornecedores, que em 2019 era de 800 mil euros, passou para 2,8 milhões de euros em 2020.

O município recorda que a dívida a fornecedores atingiu o valor máximo de 459 milhões de euros em 2006.

Relativamente ao prazo médio de pagamento (PMP), aumentou de um dia (2019) para dois dias (2020).

“O PMP teve o seu valor máximo a 31/12/2006, com 324 dias, e foi também reduzido ao longo destes anos, tendo estabilizado em valor sempre inferiores a cinco dias, desde 2015 até hoje”, acrescenta a autarquia lisboeta.

“Esta estratégia de gestão das contas permite, portanto, manter não só os investimentos que estão a ser feitos em termos de proteção dos efeitos da pandemia e das suas consequências sociais, como manter o plano de investimentos para os próximos anos já anunciado, que pretende incentivar a economia e o emprego nesta fase de preparação da saída da pandemia”, defende a Câmara.

As contas finais do ano passado, que serão “apresentadas em breve”, são “afetadas por uma natural quebra de receita e aumento de despesa para fazer face aos efeitos da pandemia, obrigando ao recurso a reservas de contingência”.

Ainda assim, a Câmara de Lisboa considera que as suas contas estão “de boa saúde” e que o município conseguiu, em 2020, manter “a trajetória de boa saúde financeira”.

TYS // VAM

By Impala News / Lusa

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