Cabo Verde vai proibir entrada de calçado nas cadeias para evitar produtos ilícitos

Cabo Verde vai proibir a entrada de calçados nos estabelecimentos prisionais para evitar produtos ilícitos, numa de muitas medidas que visa eliminar esta prática bem como negócios ilegais nas cadeias, disse hoje a ministra da Justiça.

Cabo Verde vai proibir entrada de calçado nas cadeias para evitar produtos ilícitos

Cabo Verde vai proibir entrada de calçado nas cadeias para evitar produtos ilícitos

Cabo Verde vai proibir a entrada de calçados nos estabelecimentos prisionais para evitar produtos ilícitos, numa de muitas medidas que visa eliminar esta prática bem como negócios ilegais nas cadeias, disse hoje a ministra da Justiça.

Joana Rosa avançou a informação à imprensa, na cidade da Praia, no dia em que um homem, de 34 anos, foi detido em flagrante delito quando tentava fazer uma entrega de pertences a um recluso na cadeia central da Praia num par de ténis, vestuários e materiais higiénicos.

Para a titular da pasta da Justiça cabo-verdiana, esta detenção é sinal de reforço da fiscalização nas cadeias, que garantiu será reforçada ainda mais.

“Impedimos a entrada de alimentos, foi o primeiro sinal que demos, porque sabíamos que se estava a utilizar esta via para introdução de ilícitos nas cadeias e temos constatado que se tem utilizado outras vias”, indicou, dizendo que o país vai proibir a entrada de qualquer tipo de calçado nas cadeias.

“É por isso que nós estamos a investir em uniformes, todos os reclusos vão passar a utilizar uniformes, vamos trabalhar para que os reclusos utilizam um chinelo adequado, e desta forma vamos impedir a entrada, por esta via, de ilícitos nos estabelecimentos prisionais”, previu.

Para a ministra, o reforço da segurança nos estabelecimentos prisionais “é um dado”, mas entendeu que é preciso ser reforçada, daí prometer outras medidas “brevemente”, como a extensão da videovigilância, melhor iluminação e aumento do cerco de controlo das cadeias.

“Medidas outras também estarão em curso e vamos eliminar a entrada de ilícitos nos estabelecimentos prisionais, eliminar negócios ilícitos e restabelecer a normalidade, e o que deve ser normal, a não entrada de ilícitos”, concluiu Joana Rosa.

No comunicado de imprensa, o Ministério da Justiça informou hoje que os objetos foram detetados pelo sistema de Raio X, sendo, entre eles, 32 embrulhos de canábis, pedaços de lixa, fósforo, telemóvel e uma faca.

O homem foi presente a tribunal no mesmo dia e voltou à maior cadeia do país, agora para ficar em prisão preventiva.

“A portaria da Cadeia Central da Praia tem reforçado os procedimentos, mediante revistas rigorosas, – manual, verificação através dos equipamentos de segurança informática, bem como mediante o sistema de Raio X, que tem culminado em detenções”, deu conta a mesma fonte.

A Direção Geral dos Serviços Prisionais e Reinserção Social garantiu que “tudo fará” para que se erradique toda e qualquer tentativa de introdução de substâncias e objetos proibidos nesse e em todos os meios prisionais do país.

Este mês, o Governo anunciou que os reclusos com penas efetivas de prisão vão passar a ser obrigados a usar uniforme dentro dos estabelecimentos prisionais, uma medida para facilitar a identificação e melhorar a segurança e higiene.

Ainda este mês, o Governo anunciou para breve a introdução da pulseira eletrónica como alternativa à prisão, aplicada sobretudo a pequenos crimes, esperando a sua diminuição, bem como a sobrelotação das cadeias e a promoção da reinserção social.

Em agosto, a Direção Geral dos Serviços Prisionais e Reinserção Social cabo-verdiana assinou um protocolo com o Hospital Agostinho Neto, que vai alargar a outras instituições, para implementar penas alternativas à prisão e promover a reintegração social.

De acordo com o último levantamento conhecido, no final de 2018 Cabo Verde contava com 1.567 reclusos, distribuídos por cinco estabelecimentos prisionais regionais e dois centrais.

Daquele total, a Cadeia Central da Praia recebia mais de 1.100 presos, concentrando dois terços da população prisional do país, que tem outras duas cadeias centrais em São Vicente e Sal e cadeias regionais e Santo Antão e Fogo.

RIPE // RBF

By Impala News / Lusa

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