Cabo Verde quer “estratégia comum” com a Guiné-Bissau para integração na CEDEAO

Cabo Verde quer reforçar a sua política de integração na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e vê a Guiné-Bissau como “parceiro” para uma “estratégia comum” na comunidade, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Cabo Verde quer

Cabo Verde quer “estratégia comum” com a Guiné-Bissau para integração na CEDEAO

Cabo Verde quer reforçar a sua política de integração na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e vê a Guiné-Bissau como “parceiro” para uma “estratégia comum” na comunidade, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.

“Pelos laços de amizade entre os povos, os Governos e os Estados, sendo os dois países de língua portuguesa, será importante nós termos uma estratégia comum relativamente à CEDEAO”, manifestou Rui Figueiredo Soares, que falava aos jornalistas, na cidade da Praia, durante o ato de posse do primeiro embaixador de Cabo Verde residente da Guiné-Bissau, Camilo Leitão da Graça.

Segundo o chefe da diplomacia cabo-verdiana, os dois países têm as suas especificidades, mas todos pertencem ao mesmo espaço linguístico e cultural, que é a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e também a um espaço de vivência política comum, que é a CEDEAO.

Por isso, considerou que os dois países podem defender posições comuns na comunidade regional, como por exemplo, relativamente aos postos a serem ocupados, como a presidência dos órgãos e das instituições, ou mesmo no futuro a presidência da organização.

“Nós teremos de ter uma posição conjunta, mas por enquanto em relação à presidência da CEDEAO nós também temos de defender posições comuns”, afirmou Rui Figueiredo Soares, que juntou em janeiro às pastas de Integração Regional a de Negócios Estrangeiros e Defesa, depois da demissão do então ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Luís Filipe Tavares, por causa do caso das ligações em Cabo Verde à extrema-direita portuguesa.

O ministro disse que a visita em janeiro do Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, à Guiné-Bissau veio reforçar a política de “integração efetiva” do país na CEDEAO.

“Esta integração terá de passar por um parceiro natural que é a Guiné-Bissau”, apontou o chefe da diplomacia cabo-verdiana.

O ministro destacou ainda os laços históricos entre os dois países e sublinhou que as relações ultrapassam “de longe” as fronteiras institucionais, pelo que o novo embaixador terá a função de unir os povos cada vez mais, atrair investimentos e facilitar as trocas comerciais.

“A sua tarefa vai ser grande, exigente, também levada a conectar-se à própria sociedade civil para poder responder aos anseios da comunidade guineense e terá também a função de atender a nossa comunidade emigrada na Guiné-Bissau, que tem necessidades específicas”, apontou o ministro.

E para reforçar ainda mais as relações, Rui Figueiredo Soares avançou que ainda em fevereiro fará uma visita à Guiné-Bissau, que servirá também para preparar uma “possível” deslocação do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, àquele país.

Em novembro, o chefe do Governo cabo-verdiano disse que vai visitar a Guiné-Bissau antes do final do seu mandato, para inaugurar a embaixada do país em Bissau, que vai ser liderada pelo diplomata Camilo Querido Leitão da Graça.

Cabo Verde vai agora instalar a sua primeira embaixada em Bissau, já que até agora a posição de embaixador não era residente no país, acumulando com outras representações diplomáticas.

 

RIPE // VM

By Impala News / Lusa

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