Cabo Verde propõe “pequena agenda cabo-verdiana” para presidência portuguesa da UE

Cabo Verde vai propor ao Governo de Portugal uma “pequena agenda cabo-verdiana” para a presidência portuguesa da União Europeia, no primeiro semestre de 2021, anunciou hoje o chefe da diplomacia daquele país africano.

Cabo Verde propõe

Cabo Verde propõe “pequena agenda cabo-verdiana” para presidência portuguesa da UE

Cabo Verde vai propor ao Governo de Portugal uma “pequena agenda cabo-verdiana” para a presidência portuguesa da União Europeia, no primeiro semestre de 2021, anunciou hoje o chefe da diplomacia daquele país africano.

A posição foi assumida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, após a assinatura do protocolo para o “apoio extraordinário” de Portugal à recuperação das cheias de setembro na capital cabo-verdiana, que decorreu em simultâneo em Lisboa e na Praia, depois de o homólogo português, Augusto Santos Silva, descrever as relações bilaterais como um “casamento que continua vibrante”.

“Casados é para isso mesmo. É para darmos as mãos quando tivermos necessidade”, retorquiu depois, em declarações aos jornalistas, o ministro cabo-verdiano, acrescentando que o arquipélago vê com “grande expectativa” a próxima presidência portuguesa da UE, que se inicia em 01 de janeiro de 2021.

“Queremos materializar convosco um conjunto de iniciativas, e teremos tempo suficiente para prepararmos uma pequena agenda cabo-verdiana no quadro da presidência portuguesa”, exortou Luís Filipe Tavares, dirigindo-se a Augusto Santos Silva.

Embora sem entrar em pormenores, o chefe da diplomacia cabo-verdiana, país que há 13 anos tem uma Parceria Especial com a UE, apontou que a colaboração europeia em áreas como segurança ou economia digital deverão ser colocadas em cima da mesa de negociação com Portugal.

“Esperamos muito da presidência portuguesa da União Europeia. Cabo Verde está a preparar uma agenda para podermos discutir com Portugal e ver como podemos reforçar a parceria com a UE”, declarou ainda o governante.

A UE e Cabo Verde celebraram em maio último 13 anos de Parceria Especial, que é regulada por seis pilares, nomeadamente a boa governação, segurança e estabilidade, integração regional, convergência técnica e normativa, sociedade da informação e do conhecimento, luta contra a pobreza e desenvolvimento.

“Sempre que Portugal está na presidência da UE nós damos um passo em frente nesta parceria, é o que vamos continuar a fazer tendo em conta que as relações entre os dois países são excelentes”, sublinhou o ministro cabo-verdiano.

“Vamos continuar a trabalhar para que o casamento seja eterno, entre os dois países”, disse ainda Luís Filipe Tavares, depois de Augusto Santos Silva ter afirmado que as embaixadas dos dois países “têm sabido manter a chama”, mesmo tratando-se de um “casamento longo”.

De 01 de janeiro a 30 de junho de 2021, Portugal assume a Presidência rotativa do Conselho da EU, instituição que representa os governos dos países da União Europeia.

Nesse semestre, Portugal vai planear e presidir às reuniões do Conselho e das suas instâncias preparatórias e representar o Conselho nas relações com as outras instituições da UE.

Portugal sucede à Alemanha e precede a Eslovénia, países com os quais integra o trio de presidências. Em conjunto, elaboram um programa para 18 meses, a partir do qual cada Presidência define as suas prioridades específicas.

PVJ // JH

By Impala News / Lusa

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