Cabo Verde “longe” de ótimo ano agrícola em 2020 mas melhor do que em anos anteriores

O ministro da Agricultura cabo-verdiano disse hoje que em 2020 o país ficou “longe” de um ótimo ano agrícola em termos de produção, mas garantiu que ainda assim foi melhor do que os três anos de seca anteriores.

Cabo Verde

Cabo Verde “longe” de ótimo ano agrícola em 2020 mas melhor do que em anos anteriores

O ministro da Agricultura cabo-verdiano disse hoje que em 2020 o país ficou “longe” de um ótimo ano agrícola em termos de produção, mas garantiu que ainda assim foi melhor do que os três anos de seca anteriores.

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Em declarações na cidade da Praia, Gilberto Silva explicou que o ano agrícola não se avalia só em função da plantação do milho, que houve plantação em vários sítios, mas a produção não foi o ideal.

Em sentido contrário, houve produção de pasto em vários pontos do país, recarga dos lençóis freáticos, apesar de também não ser no nível desejado. 

“Ou seja, não estamos nem de longe nem de perto de um ano agrícola ótimo em termos de resultado de produção”, afirmou o ministro, que também tutela a pasta do Ambiente. 

No que diz respeito ao reforço dos aquíferos, Gilberto Silva disse que o país precisa de vários bons anos de chuva para poder recuperar a reserva de água subterrânea, mas garantiu que o arquipélago está agora melhor do que os três anos consecutivos de seca (de 2017 a 2019).

O ministro disse que a ilha da Boa Vista é a que precisa de “muito mais atenção”, por ser uma das mais áridas do país, em que quase não choveu e praticamente não houve produção de pasto.

Por isso, garantiu que o Governo vai aprovar a continuação da bonificação para compra de ração, para que os agricultores e criadores de gado nessa ilha possam prosseguir com a mesma capacidade de produção de anos anteriores.

“Depois há todo o esforço que vamos fazendo também para a resiliência, ou seja, não é só mitigar a seca, quando a temos, mas criar as condições para que o país possa estar melhor preparado para enfrentar a seca”, sublinhou. 

Entre as condições, o ministro apontou o início da dessalinização das águas salobras, numa experiência que vai ser massificada em todo o país, através de um acordo de crédito com a Hungria de 35 milhões de euros.

Além disso, Gilberto Silva deu conta que o país já iniciou o processo da reutilização das águas residuais tratadas.

“Isto também implica muita tecnicidade, já temos projetos-piloto que permitam utilizar uma água de qualidade, agora é a sua massificação, pela via de investimentos”, reforçou o governante.

Melhoria da gestão da água, subvenção dos sistemas de rega gota-a-gota, formação, projetos hidroagrícolas para melhor distribuição da água e novas opções de mobilização de água são outras medidas apontadas pelo ministro para a agricultura em Cabo Verde.

 

RIPE // LFS

By Impala News / Lusa

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