Cabo Verde concessiona por 20 anos jogos sociais à Cruz Vermelha e à Fundação Feel

O Governo cabo-verdiano assinou hoje com a Cruz Vermelha e a Fundação Feel Cabo Verde contratos de concessão para organização e exploração dos jogos sociais por um período de 20 anos cada, num momento considerado “histórico”.

Cabo Verde concessiona por 20 anos jogos sociais à Cruz Vermelha e à Fundação Feel

Cabo Verde concessiona por 20 anos jogos sociais à Cruz Vermelha e à Fundação Feel

O Governo cabo-verdiano assinou hoje com a Cruz Vermelha e a Fundação Feel Cabo Verde contratos de concessão para organização e exploração dos jogos sociais por um período de 20 anos cada, num momento considerado “histórico”.

Os contratos administrativos de concessão foram assinados, na cidade da Praia, entre o ministro de Estado, Fernando Elísio Freire, o presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho, e o procurador da presidente da Fundação Feel Cabo Verde, Dario Dantas dos Reis.

O Governo cabo-verdiano concessionou por 20 anos a organização e exploração da lotaria, totoloto e joker à Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV), jogos sociais que a instituição já vinha operacionalizando, sem concessão, há mais de duas décadas.

Já a Fundação Feel Cabo Verde, vai passar a organizar e explorar, também por um período de 20 anos, os dois novos jogos sociais do país, a Raspadinha e a Troca Solidário.

Na sua intervenção, Dario Dantas dos Reis disse que o circuito dos novos jogos sociais está totalmente informatizado, excluindo a influência humana no seu processamento, conferindo desta forma uma credibilidade de 100%.

O representante da presidente da fundação, Raquel Solano, disse que a Feel Cabo Verde está “pronta e preparada” para assumir e operacionalizar o contrato de concessão dos dois novos jogos sociais.

A Feel é uma fundação sem fins lucrativos, de origem espanhola, e presente no arquipélago de Cabo Verde desde 2013, que intervém em áreas como o ensino, ciência, cultura e desporto.

Por sua vez, o presidente da CVCV salientou a confiança mais uma vez manifestada pelo Estado para exploração dos jogos sociais, cuja exploração detinha em regime de exclusividade.

“O momento é de júbilo para os membros, voluntários e colaboradores da nossa instituição”, afirmou Arlindo Carvalho, existente no país há 45 anos.

A partir de agora, o presidente da organização filantrópica disse que a concessão dos jogos vai ter um “cunho jurídico bastante forte”, que vai permitir implementar o “ambicioso projeto” de digitalização de toda a plataforma de jogos sociais no país.

Essa informatização, segundo o presidente, vai resolver um problema de justiça, de equilíbrio e de oportunidades entre as ilhas, que vão poder jogar ao mesmo tempo e a qualquer momento.

“Vamos também acabar com esta logística pesada que tem a ver com a mobilização dos papéis das ilhas para a sede nacional”, prosseguiu, indicando o próximo ano para a materialização desse projeto de informatização dos jogos.

Além disso, a Cruz Vermelha vai poder mobilizar mais recursos para os projetos e programas e contribuir para a economia solidária no país.

A CVCV recebeu em agosto de 1977 a concessão para explorar a lotaria nacional e em dezembro de 1997 foi escolhida para gerir o totoloto e o joker, em todo o território nacional.

O ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire, disse que a assinatura dos contratos administrativos de concessão dos jogos sociais às duas entidades sem fins lucrativos constitui um “momento histórico” para a promoção da política social no país.

O governante salientou o impacto dos jogos na vida dos cabo-verdianos e garantiu que as receitas serão “rigorosamente geridas” para maior capacidade de financiamento nos vários setores.

“São políticas importantes, que neste momento de incerteza nos podem fazer aumentar a crença num futuro melhor”, sublinhou Elísio Freire, que destacou o “amplo consenso político” alcançado para a concretização da concessão, que foi aprovada por unanimidade pelo parlamento cabo-verdiano.

Os dois contratos estipulam a distribuição dos lucros (resultados líquidos) gerados pelos jogos sociais em 51% pelo Estado e 49% pelas concessionárias.

 

RIPE // LFS

By Impala News / Lusa

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