Cabo Verde atribui medalha de mérito à embaixadora da UE em fim de missão

O Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, atribuiu hoje a medalha de mérito à embaixadora da União Europeia (UE) em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, em fim de missão, pelo contributo para o reforço das relações.

Cabo Verde atribui medalha de mérito à embaixadora da UE em fim de missão

Cabo Verde atribui medalha de mérito à embaixadora da UE em fim de missão

O Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, atribuiu hoje a medalha de mérito à embaixadora da União Europeia (UE) em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, em fim de missão, pelo contributo para o reforço das relações.

Visivelmente emocionada após receber a condecoração de primeira classe por parte do chefe de Estado cabo-verdiano, a ainda embaixadora da União Europeia em Cabo Verde disse que foram quatro anos que passaram “muito rápido”, mas em que se fez muito.

“Trabalhámos em muitas áreas, desde a facilitação do acordo de vistos, até à parte do reforço das trocas comerciais, reforço da sociedade civil”, enumerou a diplomata, em declarações à imprensa, sublinhando ainda os passos dados na inclusão social e na igualdade de género.

“Houve um trabalho conjunto entre a União Europeia e as autoridades cabo-verdianas, baseado naquilo que nos une, que são os valores e vontade de trabalhar para o bem de todas e de todos”, acrescentou, dizendo que a UE conseguiu ainda trabalhar em todas as ilhas.

Para Sofia Moreira de Sousa, o mandato de quatro anos em Cabo Vede foi “muito” marcado pela pandemia de covid-19, que afetou o mundo e o arquipélago, em que o turismo é o principal motor da economia, contribuindo com um quarto do Produto Interno Bruto do país.

Por isso, notou a tomada de “decisões urgentes” por parte das autoridades nacionais e da sociedade civil para mitigar os efeitos da crise pandémica no país, com apoio da União Europeia.

“E acho que conseguimos estar presentes, num período difícil e trabalhar lado a lado e, em conjunto, avançar também com a vacinação”, afirmou a embaixadora, salientando que as dificuldades enfrentadas com a pandemia vieram “reforçar a união e solidariedade” entre a UE e Cabo Verde.

Para o futuro, a ainda representante máximo da União Europeia em Cabo Verde traçou como áreas prioritárias de intervenção a inclusão social e luta contra a pobreza, bem como o pacto ecológico, energia verde, energia renovável, economia verde.

“Tentar reconstruir melhor, criação de postos de trabalho e diversificação do turismo”, apontou Sofia Moreira de Sousa, deixando para as autoridades europeias e nacionais o anúncio do nome da sucessora na função.

No decreto presidencial, o Presidente cabo-verdiano referiu que a primeira classe da medalha de mérito atribuída a Sofia Moreia de Sousa é o “reconhecimento do importante contributo e do empenho pessoal colocado no exercício das suas funções e pelo trabalho desenvolvimento no reforço da aproximação entre Cabo Verde e a União Europeia, bem como na consolidação e alargamento da Parceria Especial”.

A embaixadora de nacionalidade portuguesa, nomeada em maio de 2017, chegou a Cabo Verde em setembro do mesmo ano, depois de ser a número dois da representação europeia para a África do Sul e sucedeu em Cabo Verde ao também português José Manuel Pinto Teixeira.

Em entrevista à agência Lusa em maio, Sofia Moreira de Sousa avançou que a UE já apoiou o Orçamento cabo-verdiano e financiou projetos em Cabo Verde com mais de 500 milhões de euros, desde o estabelecimento de relações com o arquipélago, após a independência.

E desde 2007, quando foi estabelecida oficialmente a Parceria Especial com Cabo Verde, o bloco europeu já transferiu, só em apoio orçamental, com desembolsos diretos ao Tesouro cabo-verdiano, mais de 130 milhões de euros.

“Estamos aqui a falar de contribuições diretas aos cofres do Estado sem qualquer contrapartida financeira posterior, ou seja, sem trazer qualquer ónus para gerações vindouras porque são contribuições diretas”, sublinhou.

Acrescem cerca de 50 milhões de euros em projetos regionais e temáticos financiados em Cabo Verde também desde 2007, pelo que nestas duas áreas, o arquipélago já recebeu quase 200 milhões de euros de fundos europeus.

“No global, posso dizer que desde o estabelecimento de relações de Cabo Verde e a UE, em termos de apoio orçamental e em projetos financiados pela UE em Cabo Verde, estamos a falar de mais de 500 milhões de euros”, acrescentou.

E em pleno ano de pandemia provocada pela covid-19, esta relação ainda permitiu a assinatura de um contrato de financiamento com as autoridades nacionais para o “maior projeto a fundo perdido nos últimos anos da UE em Cabo Verde”, de 17 milhões de euros, para apoiar as infraestruturas de expansão dos portos das ilhas do Maio e do Sal.

Entretanto, a UE já está a preparar um novo pacote financeiro de apoio a Cabo Verde, a vigorar até 2027, a fechar até final deste ano, garantiu Sofia Moreira de Sousa.

 

RIPE // LFS

By Impala News / Lusa

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