Bruxelas considera que Portugal continua a ter desequilíbrios macroeconómicos

A Comissão Europeia considerou hoje que Portugal continua a experimentar desequilíbrios macroeconómicos, sobretudo devido aos elevados níveis de dívida pública, privada e externa, num contexto de baixo crescimento da produtividade.

Bruxelas considera que Portugal continua a ter desequilíbrios macroeconómicos

Bruxelas considera que Portugal continua a ter desequilíbrios macroeconómicos

A Comissão Europeia considerou hoje que Portugal continua a experimentar desequilíbrios macroeconómicos, sobretudo devido aos elevados níveis de dívida pública, privada e externa, num contexto de baixo crescimento da produtividade.

A análise do executivo comunitário foi hoje publicada no quadro do «pacote da primavera» do semestre europeu de coordenação de políticas económicas e orçamentais, e resulta da “análise aprofundada” que Bruxelas decidiu, no outono passado, fazer a um conjunto alargado de 12 países, nos quais identificou desequilíbrios.

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Dos 12 países alvo de análise aprofundada, a Comissão concluiu neste exercício da primavera que 10 continuam a apresentar desequilíbrios — retirou Croácia e Irlanda da lista, face aos progressos alcançados por estes dois Estados-membros -, mantendo Chipre, Grécia e Itália num grupo que provoca maior inquietação, por apresentarem “desequilíbrios excessivos”, enquanto Portugal continua, com outros seis países — Alemanha, França, Espanha, País Baixos, Roménia e Suécia – num lote de Estados-membros nos quais Bruxelas identifica simplesmente “desequilíbrios”.

A Comissão concluiu neste exercício da primavera que 10 países continuam a apresentar desequilíbrios

Relativamente a Portugal, o executivo comunitário aponta que “as vulnerabilidades estão relacionadas com uma elevada dívida privada, pública e externa, num contexto de baixo crescimento da produtividade”, observando que, “após uma inversão temporária em 2020 devido à crise da covid-19, essas vulnerabilidades retomaram a sua trajetória descendente em 2021”, mas “continuam acima dos níveis pré-pandemia”.

 

 

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