Presidente da Comissão Europeia pede reavaliação do prazo para acordo comercial

«Acho que seria razoável fazer um balanço a meio do [próximo] ano e, se necessário, concordar com uma nova extensão do período de transição», declarou Ursula von der Leyen.

Presidente da Comissão Europeia pede reavaliação do prazo para acordo comercial

Presidente da Comissão Europeia pede reavaliação do prazo para acordo comercial

«Acho que seria razoável fazer um balanço a meio do [próximo] ano e, se necessário, concordar com uma nova extensão do período de transição», declarou Ursula von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu esta sexta-feira, 27 de dezembro, uma reavaliação, em meados do próximo ano, do prazo estipulado para Bruxelas e Londres chegarem a um acordo comercial após o Brexit, reiterando preocupação pelo escasso tempo.

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«Acho que seria razoável fazer um balanço a meio do [próximo] ano e, se necessário, concordar com uma nova extensão do período de transição», declarou Ursula von der Leyen, em entrevista ao jornal francês Les Echos, hoje publicada.

A responsável reiterou àquela publicação estar «muito preocupada com o pouco tempo» existente para a União Europeia (UE) conseguir um acordo comercial com o Reino Unido após a concretização do Brexit, em janeiro próximo, preocupações estas que foram também já assumidas pelo negociador do bloco comunitário para o Brexit, Michel Barnier.

Em meados deste mês soube-se, inclusivamente, que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai proibir por lei qualquer prolongamento para além de 2020 do período de transição após o Brexit em 31 de janeiro. «Parece-me que, de ambos os lados, devemos considerar seriamente se as negociações são viáveis em tão pouco tempo», insistiu Ursula von der Leyen.

Saída da União Europeia prevista para 31 de janeiro

Há uma semana, o parlamento britânico, no qual o partido Conservador tem maioria, aprovou o projeto de lei referente ao acordo de saída da UE, que torna então possível que o Reino Unido saia da União na data prevista de 31 de janeiro. Os deputados da Câmara dos Comuns autorizaram por 358 votos, contra 234, que o texto apresentado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, passe à fase parlamentar seguinte, onde poderá ainda sofrer alterações a nível de comissões parlamentares antes da aprovação definitiva, já em 2020.

O processo legislativo prosseguirá depois do Ano Novo, prevendo-se que a votação final seja feita a 9 de janeiro. Após o consentimento da rainha, faltará apenas o Parlamento Europeu votar o acordo de saída, proposto por Boris Johnson, cujo partido Conservador dispõe de uma confortável maioria absoluta, alcançada nas eleições do passado dia 12 de dezembro.

Após estes passos, inicia-se um período de transição, que começa depois da data de saída, 31 de janeiro, e prolonga-se até 31 de dezembro. Durante estes onze meses, o Reino Unido continua a respeitar as regras da UE e a fazer parte do mercado único enquanto Londres e Bruxelas negoceiam um novo acordo comercial.

Também na semana passada, no Parlamento Europeu, o negociador chefe da UE para o Brexit, Michel Barnier, afirmou que «não será possível fazer tudo» no prazo estipulado, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, admitiu que «o calendário que existe pela frente é um grande desafio».

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