Brexit é oportunidade para reforçar cooperação com Portugal, diz secretário para a Economia de Macau

Brexit é oportunidade para reforçar cooperação com Portugal, diz secretário para a Economia de Macau

O secretário para a Economia e Finanças de Macau defendeu que a saída do Reino Unido da UE [Brexit] constitui uma oportunidade de reforço da cooperação entre Portugal, China, Macau e Europa.

Macau, China, 07 abr (Lusa) – O secretário para a Economia e Finanças de Macau defendeu que a saída do Reino Unido da UE [Brexit] constitui uma oportunidade de reforço da cooperação entre Portugal, China, Macau e Europa.


Em entrevista à Rádio Macau, Lionel Leong Vai Tac afirmou que “a China-Macau-Portugal-UE será uma nova rota a ser explorada para que mais empresas chinesas, juntamente com as de Macau, desenvolvam negócios no exterior”, na sequência do Brexit.


O responsável indicou que tem mantido contactos regulares com o Governo de Lisboa, já que a cooperação com Portugal é fundamental: “É hoje um local onde muitas empresas chinesas querem investir, desejando também muitas delas fazê-lo conjuntamente com empresas de Macau”.


“Recentemente, arrendámos um espaço em Lisboa para servir como centro de incubação de empreendedorismo juvenil, para possibilitar aos jovens empreendedores de Macau e da província de Guangdong, ou a outros de diferentes províncias e cidades chinesas, a criação de negócios no centro Second Home Lisboa. Todos acreditam que a entrada em Portugal significa ter oportunidades de entrar no espaço da UE e no espaço da Lusofonia”, disse.


Lionel Leong acrescentou ainda que o Governo de Macau aposta na vinda de mais empresários portugueses para o Oriente.


“Macau pode prestar serviços de plataforma para que mais empresas dos países de língua portuguesa e de Portugal possam entrar com maior facilidade no mercado chinês, dando-lhes diferentes oportunidades na China”, sublinhou.


Em junho próximo, Lionel Leong e especialistas e académicos do setor financeiro visitam Portugal para estudar a instalação em Macau da plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa. A delegação deverá incluir autoridades financeiras chinesas.


O responsável disse que o desenvolvimento do sistema financeiro “resultará na mudança do teor do Produto Interno Bruto (PIB)” e “incentivará o desenvolvimento das áreas de seguros e de acreditação”, o que levará ao aparecimento de “mais empresas que prestam serviços profissionais”.


O secretário apontou para a criação de empresas de locação financeira. “Os grandes fornecedores de máquinas e equipamentos de grande dimensão do interior da China poderão dedicar-se à execução de obras de construção de infraestruturas nos países espalhados ao longo de ‘Uma Faixa, Uma Rota'”, ambicioso programa de infraestruturas liderado por Pequim para reforçar e ampliar as relações comerciais entre a Ásia, a Europa e a África.


Em relação à região da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, Lionel Leong defendeu que a influência portuguesa em Macau pode contribuir para uma presença diferenciadora da Região Administrativa Especial chinesa na zona.


“Em Macau coexistem a cultura tradicional chinesa e a portuguesa, encontrando-se ambas num intercâmbio dinâmico. Por isso, estamos convencidos de que, aproveitando esta integração cultural, podemos ter uma singularidade na Grande Baía”, sublinhou.


Apontado como um dos possíveis candidatos ao cargo de chefe do executivo de Macau em 2019, Lionel Leong não afastou desempenhar outras funções governativas no futuro.


“Se for prestável para o país, se for prestável para Macau, e se tiver aptidão para esse cargo, irei envidar todos os esforços para desempenhar bem esse papel e realizar um bom trabalho”, respondeu, esclarecendo que ainda “não ponderou a questão” de poder vir a ser candidato a futuro chefe do executivo.



EJ // ATR

By Impala News / Lusa


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