Brasil espera que França entenda a importância do acordo entre Mercosul e UE

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, afirmou hoje esperar que o Governo francês, que disse “não estar preparado” para ratificar o acordo comercial da União Europeia (EU) com o Mercosul, entenda a importância do pacto.

Brasil espera que França entenda a importância do acordo entre Mercosul e UE

Brasil espera que França entenda a importância do acordo entre Mercosul e UE

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, afirmou hoje esperar que o Governo francês, que disse “não estar preparado” para ratificar o acordo comercial da União Europeia (EU) com o Mercosul, entenda a importância do pacto.

“Essas declarações são frequentemente dirigidas ao público interno”, disse Araújo, num encontro com jornalistas, ao ser questionado sobre os comentários da porta-voz do Governo francês, Sibeth Ndiaye.

Ndiaye disse hoje que a França estudará “em detalhe” o acordo entre os blocos para só depois tomar uma decisão.

Tal como nas negociações do acordo de livre-comércio CETA – entre a UE e o Canadá – a França pedirá garantias aos países do Mercosul, acrescentou a porta-voz.

O acordo tem sido criticado por agricultores e ambientalistas de todos os quadrantes da Europa.

Segundo Araújo, a Comissão Europeia vai “esclarecer tudo para a França”, país que ele afirma estar convencido de que compartilha dos mesmos interesses que os quatro fundadores do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai) e as demais nações que fazem parte da UE.

Um acordo comercial entre o Mercosul e a UE foi assinado em Bruxelas, na sexta-feira passada, depois de 20 anos de negociações, e prevê o fim da maioria das taxas de importação entre os países da UE e do Mercosul e acesso preferencial através de quotas.

Os países signatários comprometem-se também a implementar e cumprir o acordo de Paris sobre o clima, que prevê limites à emissão de gases de efeito estufa e um suporte financeiro de países ricos aos mais pobres para se adaptarem às mudanças climáticas e adotarem energias renováveis.

CYR (ANP) // VM

By Impala News / Lusa

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