BPI reduziu 77 trabalhadores até setembro mas sem objetivos concretos para reduções futuras

O BPI reduziu 77 trabalhadores até setembro por reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo, processo em que gastou 13,9 milhões de euros, dizendo o presidente executivo que o banco não tem objetivos concretos para reduções de funcionários.

BPI reduziu 77 trabalhadores até setembro mas sem objetivos concretos para reduções futuras

BPI reduziu 77 trabalhadores até setembro mas sem objetivos concretos para reduções futuras

O BPI reduziu 77 trabalhadores até setembro por reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo, processo em que gastou 13,9 milhões de euros, dizendo o presidente executivo que o banco não tem objetivos concretos para reduções de funcionários.

“O setor financeiro português tem uma média etária relativamente elevada e por isso tivemos redução [de trabalhadores] nos últimos anos e vamos ter de fazer renovação de quadros. Também o modelo de negócio se alterou e as pessoas têm de se adaptar e nós temos de nos adaptar. Nós, no BPI, não temos um objetivo concreto para redução de pessoas”, afirmou João Pedro Oliveira e Costa, em Lisboa, na conferência de imprensa de apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano.

Contudo, o banco tem avançado com a saída de trabalhadores. Entre janeiro e setembro, houve a saída de 77 empregados por reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo, processo em que foram gastos 13,9 milhões de euros.

Segundo o presidente executivo do BPI, o seu objetivo na liderança do banco não é reduzir custos, mas “ganhar negócio, quota de mercado”, pois assim o banco “conseguirá reter mais pessoas”.

“Queremos ir pelo lado do crescimento e não tanto pela contenção de custos. O meu objetivo não é o ‘cost-to-income’ [custos face a receitas], é o ‘income’ [receitas]”, disse.

No final de setembro, o BPI tinha 4.538 funcionários e 375 unidades comerciais (entre balcões, centros de empresa). Face a setembro de 2020, a redução é de 84 pessoas e de 47 balcões.

Os principais bancos a operar em Portugal têm estado este ano a fazer processos de reestruturação, que passam nomeadamente pela saída de milhares de trabalhadores.

BCP e Santander Totta têm tido os processos mais ‘agressivos’, recorrendo inclusivamente a despedimentos coletivos.

O BCP está a fazer um despedimento coletivo de 23 trabalhadores, além dos trabalhadores que aceitaram sair por rescisão por mútuo acordo, reforma antecipada e pré-reforma. No total do ano o banco espera reduzir 800 trabalhadores.

O Santander Totta pretende a saída de 685 trabalhadores. Neste banco são 145 os trabalhadores alvo de despedimento coletivo, saindo os restantes por acordo (reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo).

IM // EA

By Impala News / Lusa

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