Borrell fala em situação “extremamente preocupante” em Zaporijia e pede acesso

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE) alertou hoje para a situação “extremamente preocupante” na central nuclear ucraniana de Zaporijia, ocupada por forças russas, solicitando o acesso dos peritos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) à infraestrutura.

Borrell fala em situação

Borrell fala em situação “extremamente preocupante” em Zaporijia e pede acesso

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE) alertou hoje para a situação “extremamente preocupante” na central nuclear ucraniana de Zaporijia, ocupada por forças russas, solicitando o acesso dos peritos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) à infraestrutura.

“A situação em torno da central nuclear de Zaporijia continua extremamente preocupante”, escreveu Josep Borrell, Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, numa publicação na rede social Twitter.

Numa altura em que a Ucrânia acusa a Rússia de ter desligado a central nuclear da rede elétrica, Josep Borrell vinca que as autoridades russas devem “assegurar a reparação sem obstáculos das linhas elétricas danificadas e a retoma total à rede elétrica ucraniana”.

“Os peritos da AIEA devem finalmente ser autorizados a visitar as instalações”, sublinhou o chefe da diplomacia comunitária na mesma mensagem.

Hoje, a Ucrânia anunciou que estava a preparar o restabelecimento da ligação entre a rede elétrica e a central nuclear de Zaporijia, que foi interrompida na quinta-feira após danos provocados por bombardeamentos.

A central nuclear, que se encontra sob ocupação das forças russas e é a maior da Ucrânia e da Europa, está a ser atualmente abastecida através de outra linha da rede elétrica ucraniana, que foi igualmente reparada, disse o operador, garantindo, ao mesmo tempo, que os equipamentos e os sistemas de segurança do complexo nuclear estavam a funcionar normalmente.

A Ucrânia anunciou na quinta-feira que a central de Zaporijia, no sul do país, tinha sido “completamente desligada” da rede elétrica, “pela primeira vez na sua história”, depois de as linhas de fornecimento de energia terem sido danificadas.

Durante semanas, Moscovo e Kiev acusaram-se mutuamente de vários bombardeamentos que visaram esta central nuclear, que tem seis reatores com uma capacidade total de 6.000 megawatts, e que está desde março sob controlo das tropas russas.

A Ucrânia também acusa a Rússia de armazenar armas pesadas na central nuclear de Zaporijia e de a usar como base para ataques a posições ucranianas.

Os militares russos controlam a central nuclear de Zaporijia desde os primeiros dias da sua intervenção militar na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro.

A ONU pediu o estabelecimento de uma zona desmilitarizada ao redor da central para garantir a sua segurança e permitir o envio de uma missão internacional de inspeção.

A deslocação de uma missão de inspeção da AIEA, órgão de vigilância nuclear que integra o sistema das Nações Unidas, à central nuclear de Zaporijia está prevista para a “próxima semana”, disse, na quinta-feira à noite, a assessora do ministro da Energia da Ucrânia, Lana Zerkal, citada pelos meios de comunicação locais.

O diretor da AIEA, Rafael Grossi, insistiu na quinta-feira sobre a necessidade desta missão, embora tenha assegurado que seria necessário um acordo, que deverá ser finalizado “nos próximos dias”.

ANE (CSR) // SCA

By Impala News / Lusa

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