Borrell avisa que resposta do Irão põe “em perigo” reposição de acordo

O representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, alertou hoje o Irão de que exigir mais garantias para aceitar a proposta de regresso ao acordo nuclear de 2015 coloca “o processo em perigo”.

Borrell avisa que resposta do Irão põe

Borrell avisa que resposta do Irão põe “em perigo” reposição de acordo

O representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, alertou hoje o Irão de que exigir mais garantias para aceitar a proposta de regresso ao acordo nuclear de 2015 coloca “o processo em perigo”.

Numa conferência de imprensa em Bruxelas, após o Conselho de Associação com a Ucrânia, o chefe da diplomacia europeia advertiu que as últimas interações entre o Irão e os Estados Unidos apresentaram uma divergência nas posições.

“As posições estão mais distantes, o que é preocupante, e o processo está em perigo”, declarou.

Neste sentido, depois de Teerão ter exigido novas garantias, incluindo o fim da investigação em curso pela Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) sobre a sua atividade nuclear, Borrell afirmou que “se o objetivo é concluir o acordo rapidamente”, a resposta do Irão a uma proposta apresentada como texto final “não vai ajudar”.

Teerão assegurou nos últimos dias que necessita de “garantias mais sólidas” por parte de Washington para a reativação do acordo nuclear de 2015, sublinhando que a agência especializada da ONU “deve concentrar-se apenas nos seus deveres e responsabilidades”.

Por seu lado, Washington rejeitou tais exigências, classificando a resposta como “não-construtiva” e acrescentando que a parte norte-americana formulará a sua própria resposta.

Em 2018, após a decisão do então Presidente norte-americano, Donald Trump, de unilateralmente retirar os Estados Unidos do acordo nuclear assinado em 2015 por Teerão com o país e cinco outras potências – Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha -, foram levantadas sanções económicas ao Irão em troca de este reduzir drasticamente o seu processo de enriquecimento de urânio.

Quando Washington denunciou o acordo e reimpôs as sanções, Teerão afastou-se gradualmente dos compromissos assumidos no âmbito desse acordo, cujas negociações para o regresso decorrem há 16 meses ainda sem resultados.

Os Estados Unidos continuam a rejeitar a mais recente resposta escrita do Irão às conversações, porque o país ainda quer renegociar o que deveria ser a versão final do texto do acordo.

O Irão está agora a enriquecer urânio em quantidades mais próximas que nunca das necessárias à produção de armas nucleares, enquanto os governantes sugerem que Teerão poderá construir uma bomba atómica se assim o desejar, embora mantenham que o seu programa nuclear é pacífico, ao passo que os países ocidentais e os inspetores internacionais afirmam que Teerão teve um programa nuclear militar até 2003.

ANC //CFF

By Impala News / Lusa

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