Bombeiros profissionais protestam hoje contra estatuto proposto pelo Governo

Bombeiros profissionais protestam hoje contra estatuto proposto pelo Governo

Os bombeiros profissionais realizam hoje uma concentração na Praça do Comércio, em Lisboa, para protestar contra a proposta do Governo que regula a carreira especial dos bombeiros da administração central, regional e local.

A concentração, que está marcada para as 14:30, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), a que se juntam a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP) e o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP).

Em causa está o novo estatuto profissional que regula a carreira especial de sapador bombeiro e de oficial sapador aprovada na generalidade pelo Governo a 25 de outubro.

Esta proposta do Governo cria uma carreira unificada para os bombeiros municipais e sapadores e novas tabelas remuneratórias, além de integrar os operacionais da Força Especial de Bombeiros e os trabalhadores do Instituto de Conservação Natureza e das Florestas (ICNF) que desempenham funções de sapador florestal.

O STML e o STAL referem que o Governo quer aprovar o novo estatuto do bombeiro profissional e o regime de aposentação “sem considerar a opinião e vontade dos bombeiros do país”.

Segundo estes sindicatos, trata-se de um protesto que procura “reverter decisões e opções políticas que de forma inédita podem agravar a vida e o trabalho de milhares de bombeiros”.

A ANBP e o SNBP decidiram juntar-se a esta concentração devido “à gravidade da situação”, sendo necessário que os sindicatos estejam unidos nesta luta, disse à agência Lusa o presidente da Associação Sindical dos Bombeiros Profissionais.

Fernando Curto adiantou que a diminuição do número de postos nas carreiras, índices remuneratórios e aposentação são as principais contestações, sendo questões que os bombeiros profissionais “não vão abdicar”.

Segundo o presidente da ANBP, os bombeiros querem que se mantenham os sete postos nas carreiras e não os quatro que agora o Governo propõe.

Se as carreiras forem reduzidas, os bombeiros vão ter uma pequena progressão nas carreiras, disse, referindo que o Governo propõe também uma diminuição dos salários, passando os novos bombeiros a ganhar cerca de 600 euros, menos 300 do que atualmente.

“Uma profissão de alto risco não pode ganhar o ordenado mínimo nacional”, sustentou Fernando Curto, contestando ainda o novo regime de aposentação, que aumenta a idade de reforma dos bombeiros profissionais.

Segundo a proposta do Governo, a idade de reforma dos bombeiros profissionais vai passar a ser igual à idade legal de reforma, reduzida em seis anos, beneficiando ainda de um regime transitório.

CMP // HB

By Impala News / Lusa

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