Bolsonaro pede ao Supremo que pare investigações sobre interferências no Ministério da Educação

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, pediu na terça-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) para retirar o pedido à Procuradoria-Geral para investigar a sua alegada interferência no caso de suposta corrupção na pasta da Educação.

Bolsonaro pede ao Supremo que pare investigações sobre interferências no Ministério da Educação

Bolsonaro pede ao Supremo que pare investigações sobre interferências no Ministério da Educação

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, pediu na terça-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) para retirar o pedido à Procuradoria-Geral para investigar a sua alegada interferência no caso de suposta corrupção na pasta da Educação.

O recurso foi interposto na terça-feira à noite pelo Procurador-Geral da República, Bruno Bianco, em resposta a um pedido do chefe da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues, para investigar a alegada violação do sigilo da investigação levada a cabo pela Polícia Federal.

Ministério Público argumenta que o caso destas alegadas irregularidades no seio do Ministério da Educação já está a ser tratado por outro dos juízes do Supremo Tribunal, a Juíza Cármen Lúcia Antunes, pelo que haveria duplicação nas investigações com a iniciativa apresentada pelo Juiz do STF, Alexandre De Moraes, alvo de críticas constantes por parte de Bolsonaro.

Nos últimos meses, Bolsonaro tem intensificado os ataques a magistrados do STF e tem dito que não respeitará determinadas decisões judiciais, em especial do juiz Alexandre de Moraes, que será o presidente do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições presidenciais do Brasil.

O pedido feito na terça-feira por Bolsonaro refere-se à investigação da Polícia Federal em que foram intercetadas chamadas telefónicas de há três semana em que o antigo ministro da Educação Milton Ribeiro disse à sua filha que Bolsonaro o tinha avisado de que ele estava com a impressão de que iram fazer buscas e que poderia ser detido.

Milton Ribeiro, pastor de uma igreja presbiteriana, foi ministro entre julho de 2020 e março 2022, quando apresentou a sua renúncia após suspeitas de que fazia parte de uma suposta rede de corrupção orquestrada a partir do seu gabinete.

De acordo com a denúncia, os pastores evangélicos Gilmar Santos e Arilton Moura, com o apoio de Ribeiro, extorquiram prefeitos de várias cidades e exigiram suborno para atribuir recursos da pasta da Educação para aqueles municípios.

Ribeiro e os pastores permaneceram detidos durante 24 horas, mas foram, entretanto, libertados.

Em março, quando rebentou o escândalo, Bolsonaro defendeu o ministro e chegou a dizer que colocava “a cara no fogo” por Ribeiro.

Agora, o Presidente brasileiro defende que a detenção do ex-ministro foi a prova de que o Governo não tolera irregularidades.

“Que ele responda pelos seus atos. Peço a Deus que ele não tenha problemas, mas se houver, a Polícia Federal está agindo”, disse Bolsonaro.

 

MIM // RBF

By Impala News / Lusa

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