Bloco de Esquerda vai propor idade legal da reforma aos 65 anos

Catarina Martins sublinha que, na anterior legislatura, ficou provado que a sustentabilidade da Segurança Social não se faz, não deixando as pessoas reformar-se ou fazendo cortes nas pensões

Bloco de Esquerda vai propor idade legal da reforma aos 65 anos

Bloco de Esquerda vai propor idade legal da reforma aos 65 anos

Catarina Martins sublinha que, na anterior legislatura, ficou provado que a sustentabilidade da Segurança Social não se faz, não deixando as pessoas reformar-se ou fazendo cortes nas pensões

O Bloco de Esquerda (BE) anunciou este domingo, 1 de dezembro, que vai propor que a idade legal da reforma seja aos 65 anos e quem tiver mais de 40 anos de carreira contributiva tenha uma bonificação e o possa fazer antes. «Nós propomos que a idade legal da reforma seja para toda a gente aos 65 anos e que quem tem mais de 40 anos de carreira contributiva até se possa reformar antes dos 65 anos, tenha uma bonificação», explicou a coordenadora do BE, Catarina Martins, em Lentiscais, Castelo Branco.

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BE quer que todos aqueles que já se reformaram tenham um tratamento mais favorável

Catarina Martins defendeu ainda para todos aqueles que já se reformaram, que seja aplicado um tratamento mais favorável. «Quem teve cortes do fator de sustentabilidade e hoje não teria porque a lei é melhor, que esse corte acabe para todos, porque há muita gente reformada, com grandes cortes, que são uma injustiça e hoje que a lei foi mudada já não teriam», afirmou.

Adiantou ainda que isto irá permitir ao país tratar com dignidade quem trabalhou toda uma vida, e permite à geração mais jovem ter acesso ao trabalho e ao emprego: «Isso é muito importante». A coordenadora do BE reagiu assim ao recente anúncio de mais um aumento da idade legal da reforma e do aumento do corte do fator de sustentabilidade para aqueles que se reformem antes da idade legal.

Catarina Martins diz que ficou provado que a sustentabilidade da Segurança Social não se faz com cortes nas pensões

Catarina Martins sublinha que esta situação «é insustentável» e explica que, na anterior legislatura, ficou provado que a sustentabilidade da Segurança Social não se faz, não deixando as pessoas reformar-se ou fazendo cortes nas pensões, «pelo contrário». «As contas da Segurança Social ficaram melhor quando nós aumentamos as pensões e até permitimos alguns regimes mais favoráveis de acesso à reforma, pela criação de emprego e pela diversificação das fontes de financiamento», concluiu.

Lusa

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