Bispos da Nicarágua decidem manter diálogo nacional apesar das agressões

Os bispos da Nicarágua vão continuar a mediar o diálogo nacional apesar das agressões que sofreram na segunda-feira, para tentarem chegar a uma solução pacífica para a crise sociopolítica que se vive, desde abril, no país.

Bispos da Nicarágua decidem manter diálogo nacional apesar das agressões

Bispos da Nicarágua decidem manter diálogo nacional apesar das agressões

Os bispos da Nicarágua vão continuar a mediar o diálogo nacional apesar das agressões que sofreram na segunda-feira, para tentarem chegar a uma solução pacífica para a crise sociopolítica que se vive, desde abril, no país.

Manágua, 11 jul (Lusa) – Os bispos da Nicarágua vão continuar a mediar o diálogo nacional apesar das agressões que sofreram na segunda-feira, para tentarem chegar a uma solução pacífica para a crise sociopolítica que se vive, desde abril, no país.


“Continuamos a acreditar que o diálogo é o caminho para superar a violência”, declarou, na terça-feira, o bispo auxiliar de Manágua, Silvio Baez, depois de uma reunião de seis horas com a Conferência Episcopal.


“Apesar da hostilidade do Governo (…) não vamos abandonar o diálogo”, garantiu Baez, um dos bispos que na segunda-feira foram agredidos fisicamente por partidários do Governo.


Na segunda-feira, a Conferência Episcopal, mediadora do diálogo nacional, suspendeu duas ‘mesas de trabalho’, na sequência de um ataque a um grupo de padres na basílica de São Sebastião, em Diriamba, a 40 quilómetros a sul da capital.


Durante o fim de semana, novos confrontos entre manifestantes e forças governamentais causaram pelo menos 14 mortos. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Conselho da ONU para os Direitos Humanos condenaram, de imediato, esses “graves atos de violência”.


“Qualquer operação realizada pelas forças de segurança deve obedecer ao uso razoável e proporcional da força”, reiteraram.


Desde 18 de abril que a Nicarágua é palco de manifestações e confrontos violentos que causaram mais de 300 mortos. Os manifestantes acusam o Presidente Daniel Ortega e a mulher e vice-Presidente, Rosario Murillo, de abuso de poder e de corrupção.


Daniel Ortega está no poder desde 2007, após um primeiro mandato de 1979 a 1990.



FST // EJ

By Impala News / Lusa

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