Bielorrússia/Eleições: Povo nunca aceitará atual liderança – Oposição

A opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaia disse que o povo “nunca aceitará a atual liderança” do Presidente Lukashenko, sublinhando que regressará ao país quando se sentir segura.

Bielorrússia/Eleições: Povo nunca aceitará atual liderança - Oposição

Bielorrússia/Eleições: Povo nunca aceitará atual liderança – Oposição

A opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaia disse que o povo “nunca aceitará a atual liderança” do Presidente Lukashenko, sublinhando que regressará ao país quando se sentir segura.

Vilnius, 21 ago 2020 (Lusa) — A opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaia disse hoje que o povo da Bielorrússia “nunca aceitará a atual liderança” do Presidente Alexander Lukashenko, sublinhando que regressará ao país quando se sentir segura.

“O Presidente já deve saber que precisamos de uma mudança”, declarou Svetlana Tikhanovskaia aos jornalistas em Vilnius, na Lituânia, onde está refugiada desde 11 de agosto.

“Espero que o bom senso prevaleça, que as pessoas sejam ouvidas e que haja novas eleições”, acrescentou Tikhanovskaia, que reclama a vitória na eleição presidencial de 09 de agosto, e denunciou fraudes eleitorais.

Alexander Lukashenko está a enfrentar manifestações diárias e um movimento de greve convocado pela oposição desde que foram anunciados o resultado das presidenciais, que lhe atribuiu s vitória com 80% dos votos, contra 10% de Svetlana Tikhanovskaia.

Professora de inglês de 37 anos, recente na política, Svetlana Tikhanovskaia transformou a campanha presidencial na Bielorrússia ao reunir multidões sem precedentes nos seus comícios e ganhar o apoio de outros oponentes.

Questionada sobre o apoio russo a Lukashenko, Svetlana Tikhanovskaia respondeu: “Apelo a todos os países do mundo para que respeitem a soberania da Bielorrússia”.

“Não queremos mais viver com medo e mentiras”, disse Tikhanovskaia, que pediu aos trabalhadores que se concertem com o conselho de coordenação da oposição.

“A criação do conselho de coordenação visa negociar uma transferência tranquila”, disse Svetlana Tikhanovskaia.

As autoridades bielorrussas iniciaram na quinta-feira um processo para “assegurar a segurança nacional” contra este “conselho de coordenação” formado pela oposição, um órgão destinado a promover a transição política após as eleições de 09 de agosto.

A oposição denuncia a eleição como fraudulenta e milhares de bielorrussos saíram às ruas por todo o país para exigir o afastamento de Lukashenko.

Os protestos têm sido duramente reprimidos pelas forças de segurança, com quase 7.000 pessoas detidas, dezenas de feridos e pelo menos três mortos.

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By Impala News / Lusa

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