Bielorrússia: Presidente Lukashenko diz-se disposto a ceder parte do poder

O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, manifestou-se hoje disposto a ceder uma parte considerável do seu poder ao Parlamento e a outras instituições sem alterar a Constituição, a fim de resolver a crise política que o país atravessa.

Bielorrússia: Presidente Lukashenko diz-se disposto a ceder parte do poder

Bielorrússia: Presidente Lukashenko diz-se disposto a ceder parte do poder

O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, manifestou-se hoje disposto a ceder uma parte considerável do seu poder ao Parlamento e a outras instituições sem alterar a Constituição, a fim de resolver a crise política que o país atravessa.

“Acordámos recentemente com o Parlamento que não é necessário ‘modificar’ a Constituição para entregar entre 70 e 80% do poder do Presidente ao Parlamento, ao Governo, a outras instituições”, declarou o chefe de Estado, citado pela agência de notícias Belta.

O Presidente destacou que “o povo, a sociedade, querem mudanças” e muitos questionam o modelo presidencial do país, então uma possível solução seria uma mudança considerável na Constituição, algo que não considera adequado.

“Não é preciso modificar a Constituição”, sublinhou.

Segundo Lukashenko, o processo de transferência do poder seria gradual.

“Quanto mais o tempo passa, mais ocorrerá (a transferência). Eu prometo à Assembleia do Povo Bielorrusso distribuir o poder de maneira honesta e justa, sem fugir às responsabilidades”, acrescentou.

A Bielorrússia enfrenta uma crise política desde as eleições presidenciais de agosto passado, nas quais Lukashenko, que está no poder há 26 anos, foi declarado vencedor com 81% dos votos, algo que a oposição e o Ocidente rejeitaram, classificando as eleições como fraudulentas.

À luz dos contínuos protestos, Lukashenko inicialmente propôs reformar a Constituição, embora tenha alertado que dificilmente reduziria os poderes do Presidente.

Por sua vez, a oposição manifestou desconfiança em relação a estas declarações, por considerar que se trata apenas de uma estratégia das autoridades para prolongar o seu poder.

Os oposicionistas mantêm inalteradas as suas exigências de novas eleições presidenciais, punição para oficiais de alta patente envolvidos na repressão de manifestações pacíficas e a libertação de todos os presos políticos.

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By Impala News / Lusa

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