Beira diz que aumento do preço de transporte está refém da aprovação do Governo moçambicano

O Conselho Autárquico da Cidade da Beira disse hoje que o aumento do preço do transporte está refém da aprovação do Governo central, no segundo dia da paralisação que está a ser promovida pelos transportadores naquela cidade.

Beira diz que aumento do preço de transporte está refém da aprovação do Governo moçambicano

Beira diz que aumento do preço de transporte está refém da aprovação do Governo moçambicano

O Conselho Autárquico da Cidade da Beira disse hoje que o aumento do preço do transporte está refém da aprovação do Governo central, no segundo dia da paralisação que está a ser promovida pelos transportadores naquela cidade.

“Neste momento o que nós temos a dizer é que o documento já está no Ministério da Administração Estatal”, disse à comunicação social Flora Mpula, vereadora para a área dos transportes e comunicação no Conselho Autárquico da Cidade da Beira.

Segundo Flora Mpula, a nova tabela já foi aprovada pela autarquia e, após a sua submissão ao Governo central, a lei estabelece que o processo deve levar, no mínimo, 45 dias.

“Se não tivermos uma resposta no prazo de 45 dias, significa que já fomos autorizados”, acrescentou a responsável.

A crise dos transportes que a cidade da Beira atravessa começou na segunda-feira, quando os autocarros e ‘chapas’, ligeiros improvisados como transporte urbano coletivo, encostaram os seus veículos mais uma vez exigindo a revisão do preço de transporte na cidade.

A proposta aumenta a tarifa de transporte de 10 meticais (0,15 euros) para 15 meticais (0,23 euros) nas viagens dentro da cidade e para 25 meticais (0,29 euros) nos trajetos fora da urbe.

Américo Mussicuane, presidente da Associação dos Transportadores da Beira (ATABE), que convocou o protesto, avançou a possibilidade de os transportadores voltarem a operar a partir de quarta-feira, após uma reunião com o Ministério do Transportes e com o Conselho Autárquico.

Com as viaturas de transporte coletivo encostadas nos terminais rodoviários, a ação provocou enchentes nas paragens, obrigando muitos trabalhadores e alunos a andar a pé até ao seu destino.

Na semana passada, a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (Fematro) pediu ao Governo um mecanismo de reajustamento automático do preço de transporte, visando acabar com a incerteza em relação à fixação da tarifa e à viabilidade da atividade.

A proposta da Fematro surgiu na sequência de uma paralisação espontânea de transporte público movida pelos “chapeiros”, furgões de transporte de passageiros, na cidade e província de Maputo, devido ao novo aumento do preço dos combustíveis.

O Ministério dos Transportes e Comunicações de Moçambique prometeu compensações e subsídios aos transportadores para mitigar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis em Moçambique.

JYJE // VM

By Impala News / Lusa

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