BE/Açores questiona Governo Regional sobre “recorrentes atrasos” no abastecimento às Flores

O BE/Açores questionou hoje o Governo Regional sobre os “recorrentes atrasos” no transporte marítimo de mercadorias para a ilha das Flores, pedindo garantias de que “não se repetem”.

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BE/Açores questiona Governo Regional sobre “recorrentes atrasos” no abastecimento às Flores

O BE/Açores questionou hoje o Governo Regional sobre os “recorrentes atrasos” no transporte marítimo de mercadorias para a ilha das Flores, pedindo garantias de que “não se repetem”.

Em comunicado, o BE indica que enviou um requerimento ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) a pedir a “listagem de todos os atrasos verificados desde o início do ano e a documentação que comprove os motivos alegados pela empresa operadora para cada um destes atrasos”.

“O BE considera que os recorrentes atrasos no transporte marítimo de mercadorias para a ilha das Flores não são aceitáveis e quer garantias do Governo de que os atrasos que não sejam provocados exclusivamente devido a condições meteorológicas adversas não se voltam a repetir”, é referido na nota de imprensa.

De acordo com o BE, o contrato para o transporte marítimo regular de mercadorias para a ilha das Flores estabelece o mínimo de uma viagem a cada período de 15 dias.

No entanto, segundo os bloquistas, o incumprimento do prazo tem sido recorrente, prejudicando empresários, habitantes e visitantes da ilha das Flores e provocando dificuldades no acesso a determinados produtos, principalmente alimentos perecíveis com prazos de validade mais curtos.

Para além do atraso na chegada das mercadorias, “os empresários das Flores têm dado nota da receção de produtos alimentares já sem condições para consumo, o que leva a perdas financeiras e provoca desperdício alimentar”, é acrescentado.

Assim, o BE quer também saber o “valor total da mercadoria reportada como danificada”.

O BE alerta igualmente que a população das Flores, ao contrário das restantes ilhas, tem mais dificuldade em aceder a produtos alimentares em condições, como fruta ou iogurtes.

O problema “torna-se ainda mais preocupante no verão, porque, devido ao turismo, o número de pessoas nas Flores aumenta significativamente, o que faz aumentar o consumo, quer nos supermercados, quer na restauração”, lê-se ainda na nota.

No requerimento, o BE pergunta também ao executivo regional “se tem a intenção de alterar a periodicidade da ida do navio de abastecimento à ilha das Flores”.

O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, na ilha das Flores, pediu na sexta-feira ao Governo dos Açores que seja reposta a normalidade no serviço de transporte de mercadorias.

José Carlos Mendes recordou que o navio expressamente alugado para fazer a ligação Ponta Delgada — Flores “tem por obrigação escalar o porto das Lajes das Flores, quinzenalmente”, às quintas-feiras, mas, “desde há algum tempo, a escala não está a ser cumprida, por atrasos do navio”.

“Na última viagem, deveria ter escalado a ilha no dia 30 do mês de junho, só chegando no dia 04 de julho, ou seja, na segunda-feira da semana seguinte”, recordou.

Antes, na quinta-feira, a Câmara Municipal das Lajes das Flores também já tinha alertado o Governo dos Açores para a necessidade de “regularizar” o abastecimento do transporte marítimo de mercadorias à ilha.

O município considerou que a ilha das Flores “tem sido confrontada desde o furacão Lorenzo [em 2019] com irregularidades no transporte marítimo de mercadorias, que muito tem afetado o regular abastecimento, com consequências negativas para a economia, para a sustentabilidade do tecido económico e para a qualidade de vida dos florentinos”.

A passagem do furacão Lorenzo pelos Açores, em outubro de 2019, causou a destruição total do porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo Ocidental, composto pelas ilhas das Flores e do Corvo.

ACG // VAM

By Impala News / Lusa

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