Barco com 41 migrantes atraca no porto de Lampedusa sem autorização

Apesar da proibição decidida pelo ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, o barco Alex da ONG Mediterranea atracou em Lampedusa, com 41 migrantes a bordo, resgatados na sexta-feira.

Barco com 41 migrantes atraca no porto de Lampedusa sem autorização

Barco com 41 migrantes atraca no porto de Lampedusa sem autorização

Apesar da proibição decidida pelo ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, o barco Alex da ONG Mediterranea atracou em Lampedusa, com 41 migrantes a bordo, resgatados na sexta-feira.

Redação, 06 jul 2019 (Lusa) — O barco Alex da Organização Não-Governamental (ONG) italiana Mediterranea, com 41 migrantes a bordo, que foram resgatados na sexta-feira, atracou hoje no porto da ilha de Lampedusa, em Itália, sem autorização, apesar de ter sido proibido pelo Governo italiano.

A proibição foi decidida pelo ministro do Interior, Matteo Salvini, contudo a embarcação, um veleiro de 20 metros de comprimento, entrou em águas italianas e atracou em Lampedusa, com todos os migrantes em cima do barco, protegendo-se do sol com mantas térmicas, relatou a agência espanhola EFE, com base em imagens da ONH.

No cais do porto de Lampedusa, agentes da polícia, voluntários da Cruz Vermelha e outras organizações humanitárias, assim como alguns cidadãos, aguardavam a chegada do barco Alex, recebendo os 41 migrantes com aplausos.

Pelas 15:30, mais uma hora em Lisboa, os migrantes ainda não tinha desembarcado, segundo a EFE.

A Itália informou hoje recusar a entrada no porto da ilha de Lampedusa das embarcações da Organização Não-Governamental (ONG) alemã Sea Eye, com 65 migrantes a bordo, e da italiana Mediterranea, um pequeno veleiro com 41 resgatados.

O Ministério do Interior italiano informou que um barco da Guarda de Finanças, a polícia italiana responsável pela defesa nacional das fronteiras, notificou o comandante do barco Alan Kurdi, da organização Sea Eye, da “proibição de acesso, trânsito e atraque em águas territoriais italianas”.

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, de extrema-direita, estimulou uma política de portos encerrados a barcos das organizações humanitárias que salvam vidas no Mediterrâneo, que acusa de fomentarem a imigração ilegal.

Na quinta-feira, 54 pessoas foram resgatadas da Líbia e, um dia depois, 13 tiveram que ser retiradas do Alex por razões médicas: seis mulheres (incluindo quatro grávidas), dois homens, quatro crianças menores de um ano e outra de 12 anos, indicaram fontes do Governo italiano.

Devido a estas condições, a ONG pediu permissão para atracar em Lampedusa.

O caso desta embarcação causou mau estar entre os governos da Itália e de Malta, uma vez que tem a permissão para desembarcar migrantes no porto de Valletta.

SSM (RCS) // CSJ

By Impala News / Lusa

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