BAD/Previsões: África cresce 3,9% este ano mas continua abaixo das necessidades

O Banco Africano de Desenvolvimento prevê que as economias africanas cresçam 3,9% este ano e 4,1% em 2021, demonstrando uma estabilização da expansão, que fica, ainda assim, abaixo das necessidades de desenvolvimento.

BAD/Previsões: África cresce 3,9% este ano mas continua abaixo das necessidades

BAD/Previsões: África cresce 3,9% este ano mas continua abaixo das necessidades

O Banco Africano de Desenvolvimento prevê que as economias africanas cresçam 3,9% este ano e 4,1% em 2021, demonstrando uma estabilização da expansão, que fica, ainda assim, abaixo das necessidades de desenvolvimento.

“O crescimento económico de África estabilizou e deve aumentar mas mantém-se abaixo dos níveis históricos; a expansão abrandou desde 2014 para cerca de 3%, quando antes registou uma década em que os níveis de expansão económica estavam na ordem dos 5%”, lê-se no relatório sobre as Perspetivas Económicas Africanas, hoje divulgado em Abidjan, a sede do BAD.

O relatório deste ano, com o subtítulo ‘Desenvolvendo a Força de Trabalho Africana para o Futuro’, alerta que existe uma significativa variação entre as várias regiões africanas, com a África Oriental a ser a mais rápida e o Norte a continuar a ser o maior impulsionador do crescimento, essencialmente devido ao forte crescimento do Egito.

O Ruanda, a Etiópia e a Costa do Marfim são alguns dos países que estão na lista das dez economias em mais rápido crescimento do mundo, nota o relatório, que dá conta que a estrutura fundamental do crescimento melhorou e que, pela primeira vez numa década, é o investimento que está a puxar por África, e não o consumo.

“Em 2019, pela primeira vez numa década, a despesa de investimento representa uma parte maior, mais de metade, do que o consumo, no crescimento do PIB” da região, lê-se no documento, que reviu a estimativa de crescimento do ano passado em 0,6 pontos percentuais (de 4% para 3,4%).

O BAD considera que “a estabilidade macroeconómica e a credibilidade monetária melhoraram, e a inflação abrandou, mas continua elevada” e lamenta que o crescimento não tenha beneficiado todos por igual.

“O crescimento africano não tem sido inclusivo, como se comprova pelos persistentes níveis de alta desigualdade”, lê-se no documento, que aponta que só um terço dos países africanos conseguir crescer de forma inclusiva e que argumenta que “só os países com melhores resultados na Educação e taxas mais altas de mudanças estruturais podem alcançar este tipo de crescimento”.

Entre as recomendações apresentadas para fomentar o crescimento económico sustentável, os economistas do BAD destacam a necessidade de aprofundar as reformas estruturais, garantir a estabilidade macroeconómica e melhorar a gestão das finanças públicas, fortalecer a capacidade doméstica de reagir a eventos climatéricos extremos, melhora a mobilidade laboral entre países e indústrias e expandir e tornar mais eficaz a proteção social.

*** A Lusa viajou a convite do Banco Africano de Desenvolvimento ***

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By Impala News / Lusa

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