Autoridades ugandesas atribuem explosão em autocarro a bombista suicida

A explosão que na segunda-feira matou uma pessoa e feriu várias outras num autocarro perto da capital do Uganda foi hoje considerada pelas autoridades locais como um atentado suicida, disse fonte policial.

Autoridades ugandesas atribuem explosão em autocarro a bombista suicida

Autoridades ugandesas atribuem explosão em autocarro a bombista suicida

A explosão que na segunda-feira matou uma pessoa e feriu várias outras num autocarro perto da capital do Uganda foi hoje considerada pelas autoridades locais como um atentado suicida, disse fonte policial.

“Podemos confirmar que o incidente foi o resultado de um ataque suicida em que a única vítima foi o perpetrador”, afirmou o porta-voz da polícia, Fred Enanga, citado pela agência noticiosa France-Presse (AFP).

O responsável acrescentou que o autor da explosão estava entre os mais procurados do grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF).

Na segunda-feira, Enanga tinha anunciado a morte de uma pessoa após uma explosão, perto da capital, Kampala, num autocarro da empresa Swift Safaris Bus, por volta das 17:00 locais (15:00 em Lisboa).

O porta-voz indicou que o local tinha sido isolado para a realização de uma avaliação e de uma investigação exaustiva por parte de especialistas em explosivos.

A explosão ocorreu depois de uma explosão em Kampala, no sábado, ter provocado a morte de uma pessoa e ferido outras cinco.

Segundo Enanga, a equipa de investigação estabeleceu um “elevado nível de ligação” entre os dois ataques, acrescentando que “os indivíduos que prepararam estes engenhos explosivos pertencem ao mesmo grupo”.

Os dois ataques foram reivindicados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico na África Central (Iscap, em inglês), que apresenta as ADF como um ramo regional.

Em 08 de outubro, o Iscap já tinha reivindicado a responsabilidade por um ataque à bomba — sem baixas associadas — numa esquadra em Kawempe, perto do local da explosão de sábado.

As ADF iniciaram a sua violenta campanha em 1996 no Uganda ocidental contra o regime do Presidente Yoweri Museveni – a quem acusaram de ser antimuçulmano -, até o Exército forçar a sua retirada para a fronteira com a República Democrática do Congo (RDCongo).

A partir daí, fizeram incursões em território congolês, tendo aumentado a sua frequência, aproveitando uma geografia montanhosa que lhes permite esconder-se das operações militares e da missão das Nações Unidas na RDCongo (Monusco), que enviou mais de 15.000 soldados.

As autoridades congolesas consideram as ADF como um dos mais violentos grupos armados no leste da RDCongo.

Em 11 de março, os Estados Unidos colocaram este grupo armado entre os “grupos terroristas” filiados ao grupo Estado Islâmico (EI).

JYO // VM

By Impala News / Lusa

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