Autoridades turcas emitem 249 mandados de captura relacionados com os Negócios Estrangeiros

As autoridades turcas emitiram hoje mandados de captura dirigidos a 249 funcionários, atuais ou antigos, do Ministério dos Negócios Estrangeiros suspeitos de ligação com o movimento acusado de ter orquestrado o golpe falhado de 2016, anunciou o procurador de Ancara.

Autoridades turcas emitem 249 mandados de captura relacionados com os Negócios Estrangeiros

Autoridades turcas emitem 249 mandados de captura relacionados com os Negócios Estrangeiros

As autoridades turcas emitiram hoje mandados de captura dirigidos a 249 funcionários, atuais ou antigos, do Ministério dos Negócios Estrangeiros suspeitos de ligação com o movimento acusado de ter orquestrado o golpe falhado de 2016, anunciou o procurador de Ancara.

Os suspeitos são acusados de envolvimento em irregularidades nos exames de admissão ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, que beneficiaram simpatizantes do movimento do predicador Fethullah Gülen, precisou o procurador em comunicado.

Pelo menos 78 pessoas foram detidas na manhã de hoje, no âmbito de uma vasta operação desencadeada em todo o país, acrescentou.

Fonte judicial precisou à agência noticiosa AFP que 14 das 249 pessoas procuradas ainda permanecem no seu cargo, mas as restantes foram demitidas no âmbito das purgas desencadeadas após o falhanço do golpe.

Gülen, instalado nos Estados Unidos há 20 anos, é acusado pelo Presidente Recep Tayyip Erdogan de ter infiltrado as instituições do Estado turco durante vários anos, com o objetivo de derrubar o regime.

Ancara acusa-o de ter organizado a tentativa de golpe de Estado de julho de 2016, uma alegação que Gülen tem desmentido.

Após o fracasso do golpe, as autoridades turcas desencadearam uma perseguição sem tréguas aos seus apoiantes e promoveram purgas de uma amplitude sem precedentes na história moderna do país. Cerca de 55.000 pessoas foram presas e mais de 140.000 despedidas ou suspensas.

Cerca de três anos após o golpe militar falhado, prosseguem as vagas de detenções.

PCR // EL

By Impala News / Lusa

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