Autárquicas: Estreia da IL e Chega em campanha autárquica contra o Governo

Os líderes da Iniciativa Liberal e do Chega estrearam-se em campanha nas autárquicas em iniciativas como “arruadas” e comícios, elegendo o Governo e o PS como alvo preferencial das críticas.

Autárquicas: Estreia da IL e Chega em campanha autárquica contra o Governo

Autárquicas: Estreia da IL e Chega em campanha autárquica contra o Governo

Os líderes da Iniciativa Liberal e do Chega estrearam-se em campanha nas autárquicas em iniciativas como “arruadas” e comícios, elegendo o Governo e o PS como alvo preferencial das críticas.

A concorrer pela primeira vez numas eleições autárquicas, os dois partidos que há dois anos elegeram os primeiros deputados para a Assembleia da República fizeram a sua estreia com candidaturas próprias: os liberais em 43 municípios, além de outros sete em coligação, e o Chega, mais ambicioso, em 220. A campanha do líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, arrancou em Vila Nova de Gaia, mas à distância e, à moda dos últimos dois anos de pandemia, por videoconferência. Foi aí que a Iniciativa Liberal se apresentou às eleições autárquicas como “a alternativa ao poder socialista”. O tom do seu discurso de campanha também estava definido e onde quer que parasse à medida que ia subindo o país, de Lisboa a Matosinhos, trazia na bagagem as críticas ao Governo e ao PS.

Fosse pela gestão da pandemia da covid-19 e o desconfinamento tardio, a participação de ministros em campanha às autárquicas, ou o uso da ‘bazuca’ europeia nos discursos do secretário-geral do PS, António Costa, não faltaram motivos ao presidente da IL. A participar pela primeira vez numas autárquicas, Cotrim de Figueiredo procurou passar a mensagem de que um ‘voto útil’ é a escolha pelo liberalismo e defendeu que são os seus candidatos quem fará a melhor oposição.

O presidente do Chega, que se apresenta também à corrida para a Assembleia Municipal de Moura, tem expectativas mais altas e, para André Ventura, o objetivo é que, no domingo, o partido seja a terceira força política. O líder do Chega centrou muitas vezes a sua campanha no atual executivo e questões como o Programa de Recuperação e Resiliência e os ministros em campanha também motivaram críticas da extrema-direita, bem como as declarações recentes de António Costa sobre o encerramento da refinaria da Galp em Matosinhos.

No entanto, André Ventura não disparou as suas balas só em direção aos socialistas e, ao longo da semana, o PSD também foi criticado em mais do que uma ocasião, com a acusação de que os sociais-democratas estão iguais ao PS e a recusa, por isso, de acordos “com este PSD”. Desde o início do período de campanha oficial, que termina na sexta-feira, os presidentes da Iniciativa Liberal e do Chega já passaram por várias zonas do país, com Cotrim de Figueiredo a  concentrar as suas iniciativas sobretudo nos distritos de Lisboa e do Porto.

André Ventura, que não saiu do modelo habitual das arruadas e comícios, dividiu o seu tempo entre o norte, por um lado, e o Algarve e Alentejo por outro, onde esteve nos últimos quatro dias. As eleições autárquicas decorrem em 26 de setembro e o período de campanha oficial prolonga-se até dia 24, antevéspera do dia eleitoral, segundo o calendário divulgado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

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