Carlos Moedas quer trabalhar “de forma incansável” para gerar consensos em Lisboa

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, comprometeu-se hoje a trabalhar “de forma incansável” para gerar consensos, com a obrigação de respeitar a legitimidade de cada vereador e o direito de exigir o respeito pelo mandato executivo.

Carlos Moedas quer trabalhar

Carlos Moedas quer trabalhar “de forma incansável” para gerar consensos em Lisboa

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, comprometeu-se hoje a trabalhar “de forma incansável” para gerar consensos, com a obrigação de respeitar a legitimidade de cada vereador e o direito de exigir o respeito pelo mandato executivo.

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, comprometeu-se hoje a trabalhar “de forma incansável” para gerar consensos, com a obrigação de respeitar a legitimidade de cada vereador e o direito de exigir o respeito pelo mandato executivo. “Enquanto presidente de Câmara, trabalharei de forma incansável para gerar consensos. Não contrariarei os princípios fundamentais do nosso programa, pois tal seria defraudar todos aqueles que votaram em nós”, afirmou o social-democrata Carlos Moedas, no seu discurso de tomada de posse como presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Com cerca de 30 minutos, o discurso foi aplaudido pelos presentes na cerimónia de instalação dos órgãos do município de Lisboa para o quadriénio 2021/2025, que decorreu na Praça do Município de Lisboa, com cerca de 700 lugares sentados e mais de uma centena de pessoas a assistir em pé. “No caminho entre a formulação e a concretização das políticas, estou e estarei sempre disponível para trabalhar com todos os eleitos que hoje tomam posse, este privilégio de estar aqui, com todas as forças políticas, mas também com todos os funcionários do município”, declarou o social-democrata, eleito presidente da Câmara de Lisboa pela coligação “Novos Tempos”, que juntou cinco partidos: PSD, CDS-PP, MPT, PPM e Aliança.

Sem maioria absoluta para governar o município, Carlos Moedas disse: “Cada um dos vereadores tem legitimidade democrática própria e estou certo de que todos aceitam — como democratas que são — que os lisboetas atribuíram a uma plataforma mais votos do que a todas as outras e que isso tem implicações próprias e claras, mas dito isto, todos os que hoje tomam posse têm o direito de lutar pelas suas convicções”.

“Sei fazer compromissos onde todos cedem para o bem geral “

Como presidente da Câmara de Lisboa, o social-democrata assumiu a obrigação de respeitar a legitimidade de cada um, mas, ao mesmo tempo, “o direito de exigir que seja respeitada a legitimidade específica do nosso mandato executivo”. “Sei fazer compromissos onde todos cedem para o bem geral e nós todos, aqueles eleitos hoje aqui, vamos ter que ter esses compromissos de ceder todos um pouco para o bem geral”, reforçou.

Carlos Moedas assinalou ainda a transição da pasta da presidência do município pelo executivo cessante, em particular por Fernando Medina, a quem aproveitou para agradecer pessoal e publicamente, por “esta passagem tão digna, tão democrática”. “Estou também confiante na cooperação entre o município e o Governo [PS]”, apontou, considerando que é possível, no respeito das competências e diferenças próprias, colaborar em prol de Lisboa e de Portugal. No fim do discurso, o social-democrata agradeceu aos funcionários da Câmara Municipal de Lisboa e concluiu: “Larguei tudo como candidato. Darei tudo como presidente”.

A cerimónia de posse do presidente da Câmara Municipal de Lisboa contou com a presença de várias personalidades como o ex-Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, os antigos primeiros-ministros Francisco Pinto Balsemão, Pedro Passos Coelho e Pedro Santana Lopes (atual presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz), o presidente do PSD, Rui Rio, e o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos.

O presidente cessante da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, também esteve presente na cerimónia, assim como os ex-líderes do PSD Luís Marques Mendes e Manuela Ferreira Leite, os presidentes das câmaras municipais de Cascais, Carlos Carreiras, e do Porto, Rui Moreira, o presidente do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças, Mário Centeno, o candidato à liderança do PSD Paulo Rangel, e os antigos candidatos à liderança do PSD Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz.

Nas autárquicas de 26 de setembro, Carlos Moedas foi eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa pela coligação “Novos Tempos” (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), que conseguiu 34,25% dos votos, retirando a autarquia ao PS, que liderou o executivo autárquico da capital nos últimos 14 anos. Fernando Medina tinha-se recandidatado pela coligação “Mais Lisboa” (PS/Livre). Segundo os resultados oficiais ainda provisórios, a coligação “Novos Tempos” conseguiu sete vereadores, com 34,25% dos votos (83.121 votos); a coligação “Mais Lisboa” obteve também sete vereadores, com 33,3% (80.822 votos); a CDU (PCP/PEV) dois, com 10,52% (25.528 votos); e o BE conseguiu um mandato, com 6,21% (15.063).

Da lista encabeçada pelo ex-comissário europeu Carlos Moedas foram eleitos e tomaram hoje posse como vereadores Filipe Anacoreta Correia (presidente do Conselho Geral do CDS-PP), Joana Castro e Almeida (urbanista que vai assumir o pelouro do Urbanismo), Filipa Roseta (que é deputada do PSD na Assembleia da República), Diogo Moura (presidente do CDS-PP/Lisboa), Ângelo Pereira (presidente da Distrital de Lisboa do PSD) e Laurinda Alves (jornalista).

Da coligação “Mais Lisboa” tomaram posse para a vereação do município: o vice-presidente cessante da Câmara, João Paulo Saraiva, que tinha como pelouros Finanças, Recursos Humanos, Manutenção e Obras Municipais; Rui Tavares, que foi um dos fundadores do partido político Livre; a vereadora cessante com os pelouros da Habitação e do Desenvolvimento Local, Paula Marques, que foi eleita como independente pelo Movimento Cidadãos por Lisboa; o vereador cessante da Mobilidade, Segurança, Economia, Inovação e Proteção Civil, Miguel Gaspar; a ex-presidente da Junta de Freguesia de Benfica Inês de Drummond; o presidente da Distrital da Juventude Socialista de Lisboa, Pedro Anastácio; e Cátia Rosas, que integrou gabinetes de secretarias de Estado do Ambiente e da Educação nos mandatos de António Costa.

Os dois vereadores eleitos da CDU e que tomaram posse são João Ferreira e Ana Jara, ambos vereadores no mandato 2017-2021, e a vereadora eleita do BE é Beatriz Gomes Dias. No mandato que agora termina, o executivo foi composto por oito eleitos pelo PS (incluindo dos Cidadãos por Lisboa e do Lisboa é muita gente), um do BE (com um acordo de governação com o PS), quatro do CDS-PP, dois do PSD e dois da CDU. Nos últimos 31 anos o PS governou a Câmara de Lisboa 26 anos e os sociais-democratas assumiram a presidência do município durante outros cinco.

 

 

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