Ataques de milícias no Burkina Faso provocam 36 mortos e três feridos

Trinta e seis civis foram mortos e três feridos na segunda-feira, durante um ataque a localidades da província de Sanmatenga, no norte do Burkina Faso, anunciou hoje o Governo.

Ataques de milícias no Burkina Faso provocam 36 mortos e três feridos

Ataques de milícias no Burkina Faso provocam 36 mortos e três feridos

Trinta e seis civis foram mortos e três feridos na segunda-feira, durante um ataque a localidades da província de Sanmatenga, no norte do Burkina Faso, anunciou hoje o Governo.

Segundo o ministro da Comunicação, Remis Fulgance Dandjinou, em comunicado, o Governo do Burkina Faso “soube com consternação e indignação da morte de 36 burquinenses, depois de um ataque terrorista”, na segunda-feira.

“Um grupo armado terrorista irrompeu no mercado de Nagraogo e abateu 32 dos nossos concidadãos, queimou o mercado e, na sua retirada, abateu outros quatro na vila de Alamou. Este ataque fez também três feridos”, acrescentou.

Face a estes “ataques repetidos” contra as populações, o Governo lançou um apelo a uma “franca colaboração com as forças de defesa e de segurança e um reforço da solidariedade entre os burquinenses”.

O parlamento aprovou hoje por unanimidade uma lei que permite o recrutamento de voluntários locais para a luta antiterrorista, que vão dispor de “armas ligeiras”.

O Burkina Faso, fronteiriço do Mali e do Níger, está confrontado com ataques terroristas, que já provocaram mais de 750 mortos e 560 mil deslocados desde 2015.

As forças de segurança do Burkina Faso, subequipadas e mal treinadas, não conseguem travar a espiral de violência terrorista.

Em todo o caso, reivindicaram uma série de sucessos nos últimos dois meses, garantindo que mataram cem membros daquelas milícias, durante várias operações.

Segundo a Organização das Nações Unidas, este género de ataques no Mali, no Níger e no Burkina Faso provocaram a morte a quatro mil pessoas em 2019.

Na segunda-feira foi apresentado ao Presidente do país, Roch Marc Christian Kaboré, uma proposta de nova política de segurança.

RN // LFS

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS