Ataque das forças de Damasco provoca 10 mortos e dezenas de feridos na Síria

Dez pessoas, incluindo três crianças, foram mortas e dezenas ficaram feridas, hoje, no noroeste da Síria, vítimas de bombardeamentos do regime de Damasco, de acordo com um relatório do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Ataque das forças de Damasco provoca 10 mortos e dezenas de feridos na Síria

Ataque das forças de Damasco provoca 10 mortos e dezenas de feridos na Síria

Dez pessoas, incluindo três crianças, foram mortas e dezenas ficaram feridas, hoje, no noroeste da Síria, vítimas de bombardeamentos do regime de Damasco, de acordo com um relatório do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

No início da manhã, foguetes atingiram campos de deslocados temporários na região de Kafr Jales, na província de Idleb (noroeste), e diversas barracas foram destruídas ou queimadas, e manchas de sangue e pedaços de foguetes eram visíveis.

A defesa civil e as equipas de moradores resgataram os feridos e transferiram-nos para hospitais próximos.

O bombardeio matou oito civis – incluindo três crianças – bem como duas pessoas não identificadas e feriu 77 civis, disse o OSDH.

Mais de 30 foguetes caíram em várias áreas a oeste da cidade de Idlib, incluindo acampamentos, acrescentou esta ONG.

O grupo ‘jihadista’ Hayat Tahrir al-Sham e várias fações rebeldes aliadas retaliaram aos ataques, horas depois, alvejando posições de forças do regime de Damasco que, por sua vez, dispararam novamente contra áreas da região.

No sábado, de acordo com o OSDH, cinco soldados sírios tinham morrido no sudoeste de Idleb, no bombardeamento de um grupo ‘jihadista’.

Cerca de metade da província de Idleb, assim como áreas limítrofes das províncias vizinhas de Hama, Aleppo e Latakia estão sob domínio dos ‘jihadistas’, ligados ao ramo sírio do movimento terrorista Al-Qaeda e a outras fações rebeldes menos influentes.

A região abriga três milhões de pessoas, cerca de metade das quais estão deslocadas.

Apesar dos confrontos esporádicos, um cessar-fogo negociado por Moscovo – aliado de Damasco — e por Ancara — que apoia grupos rebeldes – tem sido respeitado desde março de 2020, nesta região.

A guerra na Síria — que dura desde 2011 – matou quase meio milhão de pessoas e obrigou à deslocação de vários milhões de outras pessoas, para dentro e fora do país.

RJP // MAG

By Impala News / Lusa

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