Assunção Cristas não está procupada com “leituras nacionais” das eleições locais

A presidente do CDS-PP disse, em Rio Maior, que as autárquicas de 2017 constituirão uma oportunidade para avaliar o trabalho que está a ser feito no país, mas assegurou não estar preocupada com “leituras nacionais” desse ato eleitoral.

Assunção Cristas não está procupada com

Assunção Cristas não está procupada com “leituras nacionais” das eleições locais

A presidente do CDS-PP disse, em Rio Maior, que as autárquicas de 2017 constituirão uma oportunidade para avaliar o trabalho que está a ser feito no país, mas assegurou não estar preocupada com “leituras nacionais” desse ato eleitoral.

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***



Rio Maior, Santarém, 10 dez (Lusa) — A presidente do CDS-PP disse hoje, em Rio Maior, que as autárquicas de 2017 constituirão uma oportunidade para avaliar o trabalho que está a ser feito no país, mas assegurou não estar preocupada com “leituras nacionais” desse ato eleitoral.


Assunção Cristas, que hoje encerrou a convenção autárquica promovida pela distrital de Santarém do CDS-PP, que se realizou em Rio Maior, concelho governado por um executivo resultante de uma coligação com o PSD, afirmou que, neste momento, é altura para em cada concelho e em cada distrito “encontrar as melhores soluções sem pensar no passado”.


Frisando que os portugueses já se pronunciaram uma vez após o período em que CDS e PSD estiveram no Governo, voltando a escolher estes partidos, embora sem maioria absoluta, Cristas disse que as autárquicas voltarão a ser uma “oportunidade” para também se fazer “uma avaliação do que está a ser o trabalho em todo o país”, embora considere que estas eleições são “muito específicas”.


“Sei que ninguém quer tirar leituras nacionais mas na prática toda a gente gosta de as fazer. Neste momento é o momento de olhar para cada concelho, cada distrito para encontrar as melhores soluções, sem pensar no passado, a pensar essencialmente no futuro, no que são projetos mobilizadores para as populações. Essa é a nossa preocupação. Com muita franqueza não estou minimamente preocupada com outras leituras que se possam vir a fazer na noite das eleições”, declarou aos jornalistas.


Para a líder centrista, as eleições autárquicas, que se deverão realizar no último trimestre de 2017, serão “uma oportunidade para o CDS se afirmar enquanto poder autárquico, mostrar os bons exemplos que tem, replicá-los, ter uma grande ambição mas com um forte realismo”.


Recordando a história “um pouco turbulenta” do CDS em matéria de poder autárquico nos últimos 40 anos — que começou por ser “forte” para quase “desaparecer”, estando em “recuperação” nos últimos anos -, Assunção Cristas afirmou que o partido está “empenhado em ter boas candidaturas e candidaturas a pensar no médio e no longo prazo”.


Na generalidade dos casos o partido quer apresentar-se com listas próprias, mas noutros optará por coligações ou pelo apoio a independentes, afirmou.


“Há um cardápio muito diversificado de oportunidades e de soluções. O mais importante é garantir que o CDS não passa ao lado, que, apesar de serem eleições difíceis historicamente, não se demite de disputar com ânimo e ambição e com sentido realista”, afirmou.


Cristas disse ser um “orgulho” que o partido lidere atualmente cinco municípios e que tenha vereadores em mais 22 com o PSD (como é o caso de Rio Maior) e em mais dois com independentes, realçando o “bom trabalho feito”, já que são municípios com as “contas em ordem” e onde há “uma política amiga das famílias e das empresas”, com preocupações culturais e de sustentabilidade.


Questionada sobre a defesa de uma maior descentralização feita hoje pelo primeiro-ministro, António Costa, a líder centrista afirmou que “mais importante que saber que competências” se descentralizam “é saber quem temos para as exercer”.



MLL // SMA


Lusa/fim

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