Apoiantes Guaidó deixam embaixada da Venezuela no Brasil após 12 horas de ocupação

O grupo de apoiantes de Juan Guaidó, autoproclamado Presidente daquele país, começou a abandonar a embaixada venezuelana em Brasília, capital do Brasil, após mais de 12 horas de ocupação.

Apoiantes Guaidó deixam embaixada da Venezuela no Brasil após 12 horas de ocupação

Apoiantes Guaidó deixam embaixada da Venezuela no Brasil após 12 horas de ocupação

O grupo de apoiantes de Juan Guaidó, autoproclamado Presidente daquele país, começou a abandonar a embaixada venezuelana em Brasília, capital do Brasil, após mais de 12 horas de ocupação.

Brasília, 13 nov 2019 (Lusa) – O grupo de apoiantes de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e autoproclamado Presidente daquele país, começou a abandonar a embaixada venezuelana em Brasília, capital do Brasil, após mais de 12 horas de ocupação.

“Anunciamos que o grupo de pessoas que entrou violentamente na nossa Embaixada em Brasília abandonou o nosso território e instalações, de maneira pacífica, por gestão das autoridades. Agradecemos aos movimentos sociais brasileiros pelo seu apoio corajoso”, declarou na rede social Twitter o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.

A saída do grupo, que se encontrava na embaixada venezuelana na capital brasileira desde a madrugada de hoje, foi acompanhada por escolta da Polícia Militar do Distrito Federal.

A invasão da embaixada aconteceu no primeiro dia da cimeira do Brics (bloco formado pelo Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), em Brasília.

Pela manhã, a advogada María Teresa Belandria Expósito, indicada por Juan Guaidó como embaixadora e reconhecida pelo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse, em comunicado, que um grupo de funcionários da embaixada da Venezuela a contactou para entregar a embaixada.

“Um grupo de funcionários da embaixada da Venezuela no Brasil entrou em contacto connosco para nos informar que reconhecem o Presidente Juan Guaidó. Eles começaram a abrir as portas e entregar voluntariamente a sede diplomática à representação legitimamente credenciada no Brasil”, informa a nota.

Porém, esta tese não foi defendida pelo encarregado de negócios da Venezuela no Brasil, Freddy Meregote, que divulgou um vídeo negando que funcionários da embaixada tenham permitido a entrada do grupo.

O deputado federal Paulo Pimenta, líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara baixa parlamentar, conseguiu entrar na Embaixada da Venezuela em Brasília na manhã de hoje, tendo constatado a presença de brasileiros no grupo que invadiu o edifício venezuelano, acrescentando que os funcionários daquela embaixada teriam sido assediados por apoiantes do líder da assembleia venezuelana e pelo Governo brasileiro.

Horas depois, o executivo brasileiro informou, em comunicado, que não tomou conhecimento nem incentivou a invasão em causa.

“Como sempre, há indivíduos inescrupulosos e levianos que querem tirar proveito dos acontecimentos para gerar desordem e instabilidade. O Presidente da República jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da embaixada da Venezuela por partidários do sr. Juan Guaidó”, refere a nota do Gabinete de Segurança Institucional

Em 2019, o chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, reconheceu Juan Guaidó como Presidente da Venezuela e recebeu a carta credencial de María Teresa Belandria Expósito, nomeada embaixadora no Brasil por Guaidó.

O edifício da embaixada da Venezuela no Brasil, porém, continuou a ser administrado por pessoas nomeadas pelo Governo do Presidente Nicolás Maduro.

MYMM (CYR) // SR

By Impala News / Lusa

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