Anunciada reabertura da ligação ferroviária entre Kiev e Kherson

A Ucrânia anunciou hoje a reabertura “simbólica” da ligação ferroviária entre a capital, Kiev, e Kherson, uma semana após a retirada das tropas russas daquela importante cidade do sul do país.

Anunciada reabertura da ligação ferroviária entre Kiev e Kherson

Anunciada reabertura da ligação ferroviária entre Kiev e Kherson

A Ucrânia anunciou hoje a reabertura “simbólica” da ligação ferroviária entre a capital, Kiev, e Kherson, uma semana após a retirada das tropas russas daquela importante cidade do sul do país.

“A primeira viagem ocorrerá hoje às 22:14 [locais, 20:14 em Lisboa], com o comboio a partir da capital, devendo chegar a Kherson cerca das 09:00 [locais, 07:00 em Lisboa]. A bordo deverão seguir cerca de 200 passageiros”, indicou, através da rede social Facebook, um funcionário ferroviário local, Serguiï Khlan.

Ao confirmar a reabertura da linha, Natalia Tourtchak, porta-voz da empresa ferroviária ucraniana, Ukrzaliznytsia, sublinhou, contudo, que a medida é “simbólica”, uma vez que não estão disponíveis bilhetes para comprar lugares para os próximos dias.

“De momento, é apenas um comboio. Depois veremos se se torna uma linha regular” da rede ferroviária ucraniana, disse Tourtchak à agência noticiosa France-Presse (AFP).

Desde a partida das tropas de Moscovo, há uma semana, Kiev afirmou lamentar as “atrocidades” que diz ter registado na zona, incluindo numerosos supostos casos de tortura cometidos pelo exército russo durante os oito meses de ocupação de Kherson.

“Os russos não só mataram e minaram a região, mas também roubaram as nossas cidades”, denunciou o vice-presidente ucraniano, Kyrylo Tymoshenko, no final de uma visita a Kherson.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

 

JSD // SCA

By Impala News / Lusa

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