Antram considera “correta” declaração de estado de emergência energética e serviços mínimos

A Antram classificou hoje como “uma medida cautelar correta” a decisão Governo de declarar preventivamente o estado de emergência energética e de estabelecer serviços mínimos a propósito da greve dos motoristas de matérias perigosas.

Antram considera

Antram considera “correta” declaração de estado de emergência energética e serviços mínimos

A Antram classificou hoje como “uma medida cautelar correta” a decisão Governo de declarar preventivamente o estado de emergência energética e de estabelecer serviços mínimos a propósito da greve dos motoristas de matérias perigosas.

“Declarar emergência energética e instituir serviços mínimos é conduta de um Governo socialmente responsável”, disse à Lusa o porta-voz da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), André Matias de Almeida.

O Governo decretou hoje estado de emergência energética e serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve dos motoristas, medidas anunciadas pelo ministro do Trabalho, Vieira da Silva, em conferência de imprensa, em Lisboa.

“Cinquenta por cento é mais do que justo”, referiu o representante da Antram, considerando que o executivo “aprendeu com o que aconteceu na greve de abril, em que o sindicato [Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas] e os trabalhadores incumpriram os serviços mínimos”.

Matias de Almeida acrescentou que o executivo não tinha grande margem de manobra devido à intransigência do sindicato, lembrando que numa reunião mantida em 15 de julho com todas as partes, os trabalhadores tinham avisado que se recusariam a fazer cargas e descargas durante o período da greve, mesmo que fossem declarados serviços mínimos.

“Na prática, essa atitude era mais uma ameaça de incumprimento”, salientou o porta-voz da Antram.

Matias de Almeida considerou ainda que a paralisação, com início agendado para a próxima segunda-feira, dia 12, “é uma greve contra os portugueses, mais do que contra as empresas”.

A nova greve foi marcada em 15 de julho pelos sindicatos SNMMP (Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas) e Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM), que acusam a Antram de não querer cumprir o acordo assinado em maio.

Os representantes dos motoristas pretendem um acordo para aumentos graduais no salário-base até 2022: 700 euros em janeiro de 2020, 800 euros em janeiro de 2021 e 900 euros em janeiro de 2022, o que, com os prémios suplementares que estão indexados ao salário-base, daria 1.400 euros em janeiro de 2020, 1.550 euros em janeiro de 2021 e 1.715 euros em janeiro de 2022.

Também se associou à greve o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

RBF // SR

By Impala News / Lusa

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