Antiga gestão do CPPPN angolano nega “funcionários fantasmas” e pede provas

A direção cessante do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional (CPPPN) de Angola desafiou hoje a nova direção a provar a existência de “funcionários fantasmas”, garantindo que “não tem trabalhadores em Portugal e na África do Sul”.

Antiga gestão do CPPPN angolano nega

Antiga gestão do CPPPN angolano nega “funcionários fantasmas” e pede provas

A direção cessante do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional (CPPPN) de Angola desafiou hoje a nova direção a provar a existência de “funcionários fantasmas”, garantindo que “não tem trabalhadores em Portugal e na África do Sul”.

“Em relação aos fantasmas, a atual gestão deveria provar e aferir quem beneficiava dos dinheiros dos fantasmas, porque o que entendo de fantasmas são pessoas que nunca existiram e alguém esteve a se beneficiar”, afirmou hoje o ex-secretário-geral do CPPPN, Lourenço Domingos da Costa.

Reagindo às acusações sobre alegados “funcionários fantasmas”, denunciados na quarta-feira pela atual gestão, o responsável classificou de “levianas” as acusações e “sem qualquer fundamento”.

A nova direção do CPPPN considerou a anterior gestão “muito desorganizada e confusa”, afirmando que a mesa operava com “excesso de trabalhadores”, quase 160, nomeadamente “alguns fantasmas”.

“A estrutura organizacional do Cofre era muito pesada, desorganizada e confusa, porquanto, havia um número excessivo de trabalhadores e muitos desses a funcionarem em empresas alheias ao Cofre e alguns funcionários fantasmas, mas a beneficiarem dos salários do Cofre”, disse o presidente do CPPPN, Domingos Jerónimo, em conferência de imprensa.

De acordo com o responsável, no cargo desde setembro de 2019, na gestão cessante não havia um qualificador ocupacional e “nem uma clara distinção das atribuições de cada posto de trabalho” o que provocava uma repetição de trabalho por mais de uma pessoa.

A direção cessante do CPPPN refutou também o alegado excesso de trabalhadores, considerando que na estratégia da sua dinamização “precisou-se de recursos humanos capazes de fazer face aos desígnios da instituição”.

No balanço de 100 dias de atividades, a nova gestão do CPPPN deu conta de que funcionários da instituição em Portugal e na África do Sul estão “sem salários há quatro anos”, culpabilizando a anterior gestão.

No entanto, a anterior direção assegurou hoje que o órgão não tem funcionários naqueles países, referindo que em Portugal teve “apenas uma funcionária que tinha remuneração feita localmente”.

“Na África do Sul existiam funcionários a título precário e que não eram da nossa responsabilidade. O Cofre não tinha funcionários destacados na residência da África do Sul”, justificou.

O CPPPN é uma das maiores associações mutualistas de Angola, e tem por finalidade geral a expressão organizada da “solidariedade e justiça” entre os seus membros, assegurando a sua proteção social especial e complementar e das respetivas famílias.

DYAS // LFS

By Impala News / Lusa

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