Angola apela ao investimento japonês no quadro do TICAD VII e explica nova política económica

Angola apela ao investimento japonês no quadro do TICAD VII e explica nova política económica

O chefe da diplomacia angolano apelou hoje, em Tóquio, ao investimento japonês em Angola no quadro do TICAD VII e explicou a nova política económica em curso no país, com uma governação “mais transparente e democrática”.

Num comunicado hoje distribuído à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores (MIREX) angolano indicou que o apelo de Manuel Augusto foi feito numa intervenção nos trabalhos da VII Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África (TICAD VII), que terminou hoje na capital japonesa.

Manuel Augusto, segundo a nota, reiterou o “contínuo empenho” de Angola no processo de elaboração de um conjunto de projetos concretos para beneficiar do pacote financeiro disponibilizado pelo Governo japonês para o desenvolvimento sustentado dos países africanos.

O ministro das Relações Exteriores angolano destacou sobretudo o investimento que tem de ser feito em África nos setores das energias renováveis, saúde, ensino superior e formação técnico-profissional, agricultura, agroindústria, finanças, turismo e novas tecnologias de informação e comunicação.

Ao intervir na primeira Sessão Plenária sobre as Tendências e Desafios da TICAD VI, Manuel Augusto recordou que, na reunião realizada no Quénia, em 2016, foram definidos os objetivos do Plano de Implementação da Declaração de Nairobi, onde são destacadas algumas áreas prioritárias.

Entre elas, recordou a promoção e a transformação estrutural da economia através da industrialização, o fomento de sistemas de saúde resilientes para melhorar a qualidade de vida e a promoção da estabilidade social para a prosperidade comum.

Neste contexto, Manuel Augusto explicou que o Governo angolano está a apostar na promoção de uma “governação mais democrática e transparente”, na base do princípio “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”, que norteia a linha política e de atuação do Presidente de Angola, João Lourenço.

O MIREX angolano destacou, nesse sentido, as prioridades no combate cerrado à corrupção, nepotismo e impunidade, com vista a garantir a confiança dos cidadãos, dos investidores estrangeiros e das instituições financeiras globais que queiram contribuir para a superação dos desafios do desenvolvimento que Angola enfrenta.

Manuel Augusto enfatizou também que a resposta aos desafios levantados na reunião da TICAD VII passa, necessariamente, pelo fomento do crescimento e desenvolvimento socioeconómico inclusivo e sustentado no continente africano.

“É crucial a implementação efetiva dos projetos apresentados por alguns países africanos e que já foram aprovados pelo Governo do Japão, particularmente aqueles cuja concretização possam ter impacto e contribuam para a integração económica regional”, defendeu.

Na capital nipónica, e à margem da conferência, Manuel Augusto entregou uma mensagem de João Lourenço ao primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, onde o Chefe de Estado angolano manifesta o desejo de aprofundar as boas relações de cooperação e de assistência existentes entre os dois países desde 1976.

Segundo o comunicado do MIREX, Manuel Augusto deixou hoje Tóquio com destino a Pequim, onde se junta à comitiva do Presidente de Angola, que começa na terça-feira uma visita oficial de dois dias à China.

A TICAD é um fórum copresidido pela ONU, pela Comissão da União Africana (UA), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Banco Mundial (BM).

A Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento de África, iniciada pelo Japão em 1993, é uma plataforma de debate de ideias entre estadistas de países africanos e os grandes decisores da economia e do empresariado japonês.

A TICAD foi realizada de cinco em cinco anos, mas, a partir de 2013, na V edição, passou a trianual, tendo a última, a VI, decorrido em 2016 em Nairobi (Quénia), a primeira alguma vez realizada no continente africano.

JSD // CSJ

By Impala News / Lusa


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