Angola acredita que Macau e China podem ajudar a indústria do jogo e turismo

O diretor nacional do Ministério do Turismo de Angola disse hoje à Lusa que acredita que Macau e a China podem ser bons parceiros para fomentar a indústria do jogo e do turismo no país angolano.

Angola acredita que Macau e China podem ajudar a indústria do jogo e turismo

Angola acredita que Macau e China podem ajudar a indústria do jogo e turismo

O diretor nacional do Ministério do Turismo de Angola disse hoje à Lusa que acredita que Macau e a China podem ser bons parceiros para fomentar a indústria do jogo e do turismo no país angolano.

“Acredito que se Angola apostar na lei de jogo, se Angola criar condições com parceiros de Macau e China, nós teremos no PIB um grande número para o setor produtivo, que é o turismo”, afirmou Jorge Manuel Calado, em declarações à Lusa, à margem da sessão de apresentação dos produtos turísticos dos países de língua portuguesa, que decorreu na 7.ª Expo Internacional de Turismo de Macau.

“O turismo é uma área a ser desenvolvida muito em Angola por Macau e China”, afirmou.

“Os jogos, já tinha descoberto antes, não dão azar, dão dinheiro”, disse, em analogia às avultadas receitas que o Governo de Macau recebe através do jogo (11.672 milhões de euros em impostos diretos sobre o jogo em 2018) e da boa saúde financeira da direção dos serviços de turismo de Macau, que é financiada grande parte com esses impostos.

“Macau é um gigante e Angola é um gigante adormecido”, apontou o responsável do turismo angolano antes de explicar que o seu Governo está “a trabalhar para formalizar a lei dos jogos”, acrescentando que já existem no país algumas casas de jogos, mas que “não basta ter casas de jogos, é preciso infraestruturas”, referindo-se aos grandes complexos de ‘resorts’ integrados que existem em Macau.

“É um investimento muito grande, envolve a banca, envolve a segurança (…) o investimento [no jogo] é bom mas tem de haver condições para que surjam efeitos”, sublinhou Jorge Manuel Calado.

“Estamos a criar infraestruturas para que haja mais turistas com segurança, com melhor acolhimento e com todas as condições necessárias”, frisou.

Jorge Manuel Calado admitiu ainda ter ficado impressionado com a quantidade de turistas no território asiático, que no ano passado recebeu 35,8 milhões de turistas, um aumento de 9,8% em relação a 2017.

Os oito países de língua portuguesa marcaram presença na sessão de apresentação dos produtos turísticos dos países de língua portuguesa, que decorreu na 7.ª Expo Internacional de Turismo de Macau.

Este ano o evento conta com 835 expositores, com todos os países lusófonos presentes, e com o dobro da área de exposição de 2018, atingindo os 22.000 metros quadrados.

“A indústria do turismo é uma área que o Fórum Macau promove entre a China e os países de língua portuguesa”, disse à Lusa a secretária-geral do secretariado permanente do Fórum Macau, Xu Yingzhen, à margem do evento.

Esta sétima edição, que decorre até domingo, tem como destaques as celebrações do 20.º aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau, o papel de Macau nos ambiciosos projetos chineses como a Nova Rota da Seda e a participação na construção de uma metrópole mundial com Hong Kong e nove cidades chinesas, mas também o papel de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa.

Por um lado, o território pretende promover parcerias turísticas com os países integrantes da iniciativa chinesa “Uma faixa, Uma Rota”, por outro quer incentivar os operadores turísticos a desenvolverem itinerários multidestinos nas cidades e territórios da Grande Baía, a metrópole mundial que abrange um território onde vivem cerca de 70 milhões de pessoas.

MIM // VM

By Impala News / Lusa

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